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Policial

Polícia investiga comércio de bebês por usuárias drogas em Campo Grande

Caso as suspeitas se confirmem e haja indícios de venda de bebês, as informações passarão a ser de competência da Polícia Federal

Michelle Rossi/Correio do Estado

27 de Novembro de 2013 - 08:45

Denúncias de que mulheres usuárias de drogas grávidas, da região central de Campo Grande, estariam negociando seus bebês alertaram a polícia para o comércio de recém-nascidos.

As investigações foram desencadeadas a partir da recém-nascida de nome Nicole, retirada dos braços da mãe por um grupo armado no Bairro Dom Antônio Barbosa há dez dias. A criança foi localizada com a manicure Renata Silva de Jesus, 33 anos, e devolvida para a mãe.

“Com a veiculação do caso pela mídia começaram a aparecer informes de comércio de crianças feito por usuárias, mas as investigações estão em curso”, declarou o delegado Paulo Sérgio Lauretto, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Caso as suspeitas se confirmem e haja indícios de venda de bebês, as informações passarão a ser de competência da Polícia Federal, que já está em alerta sobre a situação de tráfico de pessoas.

“Se existe venda é porque alguém compra e essa cadeia deve ter ramificações em outras localidades. A Polícia Federal vai poder ter uma atuação uniforme agindo em estados diferentes e investigando a questão internacional, se for o caso. Aí, o trabalho que iniciamos passará a ser de competência deles”, explicou Lauretto.

No entanto, a Polícia Civil tem realizado diligências para trazer materialidade às denúncias. “Até agora não temos nenhuma venda estabelecida neste meio. Estamos trabalhando para apurar essas informações”, destacou a autoridade policial.

Enquanto isso, Carlos dos Santos, o marido de Renata, preso na segunda-feira por envolvimento com o sequestro da recém-nascida Nicole, auxiliou a equipe policial na busca por mais dois sequestradores, supostamente bolivianos, que estavam no carro da manicure no dia do crime.