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Policial

Polícia não recebeu pedido para afastar investigador

O fato aconteceu ontem (28) num estacionamento que fica na esquina da Rua 13 de Maio com a 26 de Agosto.

Correio do Estado

29 de Outubro de 2013 - 14:45

A Delegacia Geral de Polícia Civil (DGPC), por meio de sua assessoria de comunicação, informou em nota publicada no site da instituição, nesta terça-feira (29), que não recebeu pedido de fastamento do investigador de polícia Marlon Robin de Melo, 37 anos, para tratamento médico.

Conforme constatado pela perícia, o policial matou sua esposa Márcia Alves de Holanda, 36 anos, com cinco tiros e, em seguida, se matou com um tiro na cabeça. O fato aconteceu ontem (28) num estacionamento que fica na esquina da Rua 13 de Maio com a 26 de Agosto.

De acordo com a Delegacia Geral, a Polícia Civil não recebeu nenhum pedido feito por médico psiquiatra para que fosse retirada a arma do investigador Marlon, nem para que ele fosse afastado das atividades policiais ou encaminhado para tratamento médico.

Com relação a reabilitação concedida ao policial pelo Conselho Superior da Polícia Civil, a assessorial explicou que é referente a capacidade para concorrer a promoção funcional e não tem qualquer relação com capacidade psicológica.

Ainda segundo informações da Delegacia, Marlon ingressou na Polícia Civil no dia 27 de outubro de 2004 e atualmente estava lotado na 3ª Delegacia de Campo Grande, “desempenhando de forma exemplar a sua função”.

Velório

O corpo do investigador está sendo velado na Funerária Nipo, que fica na Rua 13 de Maio, número 4.477, Bairro Jardim São Francisco, em Campo Grande. Já o sepultamento de Marlon será às 16h no Cemitério Rainha da Paz, na região da saída para Sidrolândia.

Caso

A primeira hipótese levantada pela polícia era de que se tratava de duplo homicídio, pois os agentes haviam encontrado um revólver .38 na cintura do homem, mas as cápsulas encontradas eram de pistola .40. Porém, a perícia examinou o local do crime e localizou a arma .40 do policial. Marlon estava com duas armas, a funcional e a pessoal.

O corpo da mulher estava com cinco perfurações, sendo quatro no peito e uma na cabeça. Uma carta, que ainda não teve o conteúdo divulgado, foi encontrada no bolso de Marlon. A perícia irá analisá-la.

O casal estava em processo de separação, mas segundo pessoas que conheciam a vítima, Marlon não aceitava o fim do relacionamento. Ele fazia tratamento psicológico, mas a psicóloga dele confirmou que ele havia interrompido o uso dos medicamentos.

Márcia trabalhava na cantina do colégio MACE e saía do trabalho quando encontrou com o homem. Eles tinham uma filha de 9 anos.