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Policial

Polícia prende, suspeito confessa que matou sidrolandense, mas Justiça coloca ele na rua

Willian foi reconhecido pela esposa da vítima e tem um ferimento no braço esquerdo possivelmente causado por uma faca (Carlos teria reagido).

Flávio Paes/Região News

29 de Janeiro de 2016 - 14:25

A Justiça rejeitou o pedido de prisão temporária de William de Jesus de Souza, 22 anos, que confessou ter matado o técnico agropecuário sidrolandense Carlos Guilherme dos Santos Bertoldo, assassinado no último dia domingo (30), numa tentativa de assalto na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. William de Jesus Souza foi colocado em liberdade porque a Justiça rejeitou o pedido de prisão apresentado pela Polícia.

Polícia prende, suspeito confessa que matou sidrolandense, mas Justiça coloca ele na ruaPelas redes sociais, o irmão de Carlos, Cesar Bertoldo manifesta sua indignação. “Eh um absurdo. Minha cunhada reconhece o f.p, o cara está esfaqueado, confessa e a p. da justiça indefere o pedido de prisão. Se fosse meu irmão que tivesse matado ele na ponta da faca ia fica preso. Só Deus sabe quando ia conseguir sair.”

Willian foi reconhecido pela esposa da vítima e tem um ferimento no braço esquerdo possivelmente causado por uma facada (Carlos teria reagido).

A mãe de um adolescente de 16 anos que teria participado do crime procurou a polícia e confirmou a identificação dos outros envolvidos. Novamente levado a Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos), o suspeito confessou ter participado do latrocínio – roubo seguido de morte.

Ele identificou os outros envolvidos no crime, Wanderson Ricardo de Arruda Silva, 27 anos e de outro homem conhecido como "Bim Bim" (que não teve o nome divulgado pela polícia). A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de todos os envolvidos e aguardam a decisão judicial.

O delegado informou que os quatro são nordestinos (de Sergipe e Alagoas), não tem passagem pela polícia em Mato Grosso do Sul – onde vivem há pelo menos dois anos – e trabalhavam juntos em um frigorífico de Campo Grande. Apenas o suspeito com apelido de "Bim Bim" morava em Cuiabá (MT) e teria chegado na Capital há duas semanas.

William informou à polícia que foi "Bim Bim" que propôs aos demais o roubo de duas caminhonetes de pequeno porte, que seriam levadas para Cuiabá para mudança na placa dos veículos. E depois as mesmas seriam trazidas novamente para Capital, provavelmente para serem vendidas ou mesmo para transporte de drogas.

Caso – A esposa de Carlos Guilherme contou com detalhes a ação dos bandidos no dia em que o marido foi morto. Revelou que ele saiu do veículo, entregou as chaves e também a carteira, mas que ela foi mantida no carro por William e Wanderson.

Quando viu que a esposa seria levada, a vítima puxou a faca que estava na porta do lado do motorista e feriu William. Foi então que William atirou várias vezes contra Carlos Guilherme, e um dos disparos o teria atingido. Já William, que confessou o crime, nega que tenha tentando levar a esposa da vítima como refém e atirou porque a vítima reagiu.

O crime aconteceu na Avenida Duque de Caxias, esquina com a Rua Capibaribe, próximo ao Aeroporto Internacional, região oeste da Capital. Testemunhas informaram que quatro homens em duas motocicletas pararam próximo ao local, dois passageiros desceram e foram em direção à vítima, que estava em seu veículo Fiat Strada branco, placas de Aquidauana, em um ponto de ônibus.

Os dois homens teriam fugido a pé e a vítima os teria perseguido com uma faca, quando foram feitos quatro disparos. Carlos foi atingido por um dos disparos no peito esquerdo, na altura do coração. A vítima foi socorrida pelo Samu e levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, onde já chegou sem vida. O caso está sendo investigado pela Derf (Delegacia de Roubos e Furtos).