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Policial

Policiais do pelotão de choque vieram à paisana para planejar reintegração de Fazenda

Com os funcionários da Fazenda, além de 600 gramas de maconha, foram encontradas três espingardas calibre 32

Flávio Paes/Região News

28 de Agosto de 2014 - 13:00

Três policiais militares do Pelotão de Choque estiveram nesta quarta-feira à tarde na Fazenda Água Clara fazendo o reconhecimento de campo para planejar. A reintegração de posse da propriedade foi determinada pela Justiça em favor de Glória Cunha Ortiz, procuradora de uma das herdeiras. Eles acabaram prendendo dois funcionários, apreenderam dois menores, com armas, munição e 600 gramas de maconha.

Quando estavam saindo da fazenda acabaram prendendo também o indígena, Arsênio Duarte, por porte ilegal de um revólver calibre 22. Como os policiais estavam à paisana, os indígenas que pertencem à mesma comunidade de Arsênio, a Aldeia Água Azul, ao testemunharem a prisão, interpretaram como se fosse um seqüestro porque os PMs estavam com os funcionários da Fazenda que andam armados.

Foi então que um grupo de 20 lideranças se deslocou até a cidade, se concentrou em frente da delegacia onde denunciaram o que eles acreditavam tratar-se de um plano armado pelo fazendeiro para intimidar a comunidade. Quando circulou a informação de que com o terena foram encontrados 600 gramas de maconha, ai então foi que se convenceram tratar-se de uma armação.

Coube então, ao delegado Enilton Pires Zalla chamar uma das lideranças, o cacique Argeu Reginaldo para explicar que não se tratava de capangas, mas sim de policiais a paisana para cumprir uma decisão judicial que nada tem a ver com o conflito indígena. Arsênio foi preso por porte ilegal de arma e acabou sendo colocado em liberdade depois que pagou a fiança, arbitrada em dois salários mínimos (R$ 1.448,00).

Com os funcionários da Fazenda, Olívio Franco e Idiomar Natalício dos Santos, além de 600 gramas de maconha, foram encontradas três espingardas calibre 32. Eles permanecem presos e serão indiciados por tráfico de drogas, porte de arma e milícia privada. Um dos menores apreendidos, A.A.S, de 14 anos, com passagem pela Polícia por roubo, estava com um revólver calibre 38. Ele estava em companhia de S.J.C.R, também de 14 anos.