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Policial

Presos os principais suspeitos de atear fogo em morador de rua em MS

O delegado diz que no total sete pessoas foram presas pelo crime. Segundo ele, as versões apresentadas pelos suspeitos são contraditórias

G1 MS

17 de Março de 2012 - 07:39

Os dois principais suspeitos de ter ateado fogo em um morador de rua de 22 anos, no último sábado (10), em um bairro da região oeste de Campo Grande, se apresentaram e foram presos na tarde desta sexta-feira (16). De acordo com o delegado Weber Luciano de Medeiros, da 2ª Delegacia da Polícia Civil, um deles é suspeito de ter jogado gasolina na vítima e o outro de ter ateado fogo.

Um deles, segundo a polícia, já havia se apresentado anteriormente, mas como não havia o flagrante e o mandado de prisão ainda não havia sido expedido pela Justiça, o suspeito prestou depoimento e foi liberado em seguida.

O delegado diz que no total sete pessoas foram presas pelo crime. Segundo ele, as versões apresentadas pelos suspeitos são contraditórias.“Eles se contradizem em relação a história que contam, mas todos são unânimes quando dizem que os dois [que se apresentaram nesta sexta-feira], foram os mais participativos no crime”, comenta.

Medeiros diz que os suspeitos são integrantes de uma quadrilha de traficantes de drogas e que o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 450 que a vítima tinha com os suspeitos. Ainda segundo o delegado, os dois presos nesta sexta-feira já tem passagens por tráfico de drogas.

Em entrevista ao G1, os suspeitos revelam que são usuários de droga, mas negam a participação no crime. Eles dizem que teriam somente agredido o jovem, por outros motivos. Mas de acordo com o delegado, um deles já assumiu, em depoimento, que jogou gasolina na vítima, 'só para assustar'.

Medeiros diz que irá pedir a prisão preventiva dos sete presos e que eles serão indiciados por tentativa de homicídio qualificado e por formação de quadrilha. Eles permanecem presos na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

A vítima teve queimaduras de 2º grau em aproximadamente 49% do corpo e permanece internada na Santa Casa de Campo Grande.