Policial
Professor deu carona para suspeitos antes de ser morto em pousada de MS
Ele estava desaparecido há 9 dias e foi encontrado morto na BR-163. Dois suspeitos foram presos e disseram ter estrangulado professor
G1 MS
19 de Novembro de 2014 - 07:25
O professor Francisco Borges dos Santos, 39 anos, encontrado morto na última segunda-feira (17) após 9 dias desaparecido em Campo Grande, deu carona até a pousada onde teria um encontro homoafetivo com os suspeitos, segundo o delegado titular de Delegacia Especializada de Homicídios (DEH), Edilson dos Santos.
Ao site, Edilson disse nesta terça-feira (18) que a vítima marcou de encontrar com os suspeitos próximo terminal de ônibus General Osório e de lá seguiram para uma pousada no bairro Jardim Seminário, onde foi morta com um golpe de estrangulamento.
"Eles sempre marcavam os encontros deles aqui nas proximidades do terminal de ônibus General Osório, que é onde moram os autores, que não possuem carro. A vítima passou, buscou os dois, e foram para a pousada", explicou Edilson.
Imagens de câmeras de segurança da pousada mostram o momento que o carro da vítima chega ao local. Em outra imagem, é possível ver um dos suspeitos de costas, falando ao celular.
Ainda conforme o delegado, o professor foi morto cerca de 30 minutos depois que o trio chegou à pousada e logo em seguida, no mesmo dia, o corpo foi deixado às margens da BR-163, na saída para Cuiabá. O carro da vítima ficou com os suspeitos e era guardado durante o dia no estacionamento de um supermercado na avenida Coronel Antonino, perto da casa dos suspeitos
Morte
De acordo com a polícia, em depoimento os suspeitos contaram como mataram a
vítima. "Eles [suspeitos] contaram em detalhes como foi esta decisão.
Chegando no local, eles pediram para que a vítima deitasse de costas [na cama],
fingindo que iriam fazer uma massagem e foi o momento em que um agarrou ele
pelo pescoço enquanto o outro imobilizou a vítima. Essa forma de dar uma
gravata fez com que rompesse a laringe da vítima, provocando sangramento e
consequentemente a morte", esclareceu o responsável pelas investigações.
Aproximação
De acordo com Edilson, os dois jovens, de 23 e 25 anos, conheceram a vítima
pela internet cerca de 15 dias antes do encontro marcado por Whatsapp para o
último domingo (9), dia em que o professor desapareceu. A polícia chegou aos
suspeitos após a quebra do sigilo telefônico da vítima, que teve o celular
apreendido, assim como os suspeitos posteriormente.
Os aparelhos foram periciados pela Polícia Civil. Um dos suspeitos tinha passagem por roubo e os dois serão indiciados por roubo seguido de morte, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.




