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Policial

Provas materiais comprovam confissão de Hugleice, diz advogado

Em depoimento, única participação de Hugleice foi ter levado jovem à Sidrolândia

MS Record

18 de Julho de 2011 - 16:54

Em entrevista à TV MS Record e MS Record.com.br, na manhã desta segunda-feira (18), o advogado de defesa de Hugleice da Silva, cunhado da jovem Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, desaparecida no dia 21 de maio encontrada morta no dia 11 de junho em um canavial em Sidrolândia, disse que as provas obtidas até o momento comprovam a confissão do cliente.

Hugleice confessou na última sexta-feira (15) que levou a jovem até Sidrolândia para realizar o aborto. Segundo o advogado José Roberto Rodrigues, durante o percurso até o município vizinho, cerca de 64 quilômetros de Campo Grande, o cunhado tentou fazê-la mudar de idéia.
“Se a gestação seguir em frente seria um grande prejuízo à família”, disse José Roberto sobre confissão de Hugleice.

Em relação à quebra de sigilo telefônico, não foi encontrada nenhuma ligação entre os aparelhos celulares de Marielly e Hugleice com o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, apontado como o responsável pelo aborto da jovem.

Em depoimento Hugleice afirmou ainda não ser o pai do filho que Marielly esperava e também disse não saber que seria o pai.

“Durante o caminho Hugleice chegou a ameaçar não levá-la à Sidrolândia se ela não dissesse que é o pai da criança, mas ela manteve sigilo”, declarou a defesa.

Apesar da confissão, Hugleice não terá o benefício de redução de pena, já que ele só revelou 24 horas após sua prisão. Com o depoimento, o único envolvimento do cunhado na morte de Marielly foi a contribuição para a realização do aborto com consentimento da jovem.
“Hugleice no máximo teria contribuído para aborto consentido pela mãe”, defendeu o advogado.

Esposa de Hugleice

Em relação ao depoimento da esposa de Hugleice e irmã de Marielly em que ela revelou que esteve durante toda a tarde do dia do desaparecimento da jovem com o marido, José Roberto disse que ela não mentiu.

“Ela entendeu que Hugleice estava na residência pela proximidade das residências”, disse o adovgado.