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Policial

Quadrilha presa em Sidrolândia fraudou financiamentos de 50 motocicletas

11 de Setembro de 2012 - 13:39

A quadrilha que foi alvo de uma mega-operação da Polícia Civil hoje em Sidrolândia, vinha agindo há dois anos e teria conseguido fraudar financiamento de 50 motocicletas avaliadas em R$ 400 mil. Segundo a Polícia, as motos foram vendidas para receptadores, principalmente moradores de assentamentos e aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul, além de outros estados e países da fronteira. “As motos sumiam, uma chegou a ser encontrada depois em Mato Grosso, algumas nem eram emplacadas, e os responsáveis que apareciam no financiamento nunca eram localizados”, diz o delegado Walmir Moura Fé.

O delegado diz que as motos eram vendidas por preço bem abaixo do mercado. “Uma moto CBR 300 foi vendida por R$ 600”, diz. Os sete envolvidos foram indiciados por estelionato e formação de quadrilha. Um deles tem passagem policial por tráfico de drogas. Até o fim desta semana o inquérito policial deve ser concluído.

No grupo estão dois vendedores da concessionária Caiobá da cidade e um despachante, que fazia o serviço de documentação junto ao Detran. Os investigados foram identificados como Oldair Falcão Alban Nunez, 26 anos, Odinei Romeiro de Oliveira, 39 anos, Elyell Carlos Souza Amorim, 22 anos, Ueverton da Silva Macedo, 22 anos, Wiquelson da Conceição de Oliveira, 36 anos e Carlos Alberto de Souza Chimenes, 40 anos. Outros dois suspeitos ainda não foram identificados para não atrapalhar as investigações

Nesta manhã, os policiais fizeram buscas nas casas dos envolvidos e apreenderam diversos documentos, notebook, onde ficavam os registros de falsificação, 1 motocicleta e 3 carros suspeitos.

A ação contou com policiais da 4ª e 6ª Delegacias de Polícia Civil de Campo Grande, além de policiais de Sidrolândia. De acordo com o delegado, as investigações começaram no ano passado, quando a concessionária desconfiou dos financiamentos aprovados pelos mesmos vendedores e que nunca eram pagos, nem os proprietários encontrados nos endereços e telefones informados.

“Começamos a investigar e descobrimos que os funcionários faziam parte de uma quadrilha, que utiliza documentos falsos e laranjas para fazer os financiamentos”, explica.