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Policial

Sete índios vão parar no hospital após confronto com a “polícia

Ao chegar ao local, a “polícia indígena” teria acabado entrando em confronto com os supostos arruaceiros, onde resultou em pelo menos sete feridos

A Gazeta News

05 de Agosto de 2013 - 08:35

Sete guarani-kaiowá residentes na Aldeia Amambaí, foram parar no hospital após se ferirem em confronto com a “policia indígena”, na noite desse sábado, 3 de agosto, em Amambaí.

Segundo informações passadas a Polícia Civil local, que atua no caso, jovens estariam ouvindo som alto e consumindo bebida alcoólica no inter da reserva indígena, quando moradores, supostamente se sentido prejudicados com a algazarra, teriam acionados as lideranças da aldeia, que está entre as maiores da região Cone Sul de Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 9 mil índios.

Ao chegar ao local, a “polícia indígena” teria acabado entrando em confronto com os supostos arruaceiros, onde resultou em pelo menos sete feridos, porém nenhum com maior gravidade.

A “polícia indígena”

A polícia indígena, como é chamada pelos próprios índios, é formada por moradores das próprias aldeias, que escolhidos pelas lideranças, atuam como voluntários com o objetivo de manter a ordem dentro das comunidades guarani-kaiowá.

Sem validade jurídica, ou seja, inexistente de fato perante a legislação, mas reconhecida pela Funai (Fundação Nacional do Índio), a polícia indígena é subordinada as lideranças das reservas indígenas e age sob ordens do “capitão”, o líder maior da reserva.