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Policial

Sozinho e com apenas um facão, borracheiro tenta controlar fogo em mata

Morador na região há cerca de sete anos, Robson disse que se assustou com a proporção do primeiro incêndio registrado naquele trecho

Campo Grande News

29 de Outubro de 2014 - 13:08

Preocupado com a segurança de animais silvestres, o borracheiro Robson Clai dos Santos, de 39 anos, tentou controlar sozinho um incêndio na região do Jardim Aeroporto, em Campo Grande, utilizando apenas um facão. As chamas tiveram início por volta das 10h25 de hoje (29), na mata da reserva ambiental do Imbirussu localizada às margens da Avenida José Barbosa Rodrigues.

Morador na região há cerca de sete anos, Robson disse que se assustou com a proporção do primeiro incêndio  registrado naquele trecho. Tentando proteger animais que habitam a área, ele tentou contornar a situação por conta própria com um facão, enquanto aguardava a chegada do Corpo de Bombeiros. A mata está longe das casas, e por isso, não havia grandes riscos.

“Um vizinho que passou na borracharia me avisou do fogo, e eu fui correndo ajudar. Eu usei o facão para cortar alguns galhos e abafar o fogo. Também tirei todo mato seco que consegui de perto das chamas. Estou preocupado com os animais que vivem na mata. O espaço já é pouco, e ainda acontece isso”, disse ele reclamando da demora no atendimento por parte dos bombeiros. “Foi quase uma hora para chegar”, completou.

Demanda - Por meio da assessoria de imprensa, o Corpo de Bombeiros disse que a demora foi resultado da grande demanda de ocorrências que a corporação precisou atender durante a manhã. Como não havia risco de que o fogo atingisse a casa de moradores, o incêndio ficou em espera. Às 11h20 chegou ao local uma camionete com três bombeiros do quartel do Coronel Antonino, que deram início ao trabalho de contenção.

Em seguida, às 11h35, chegou uma viatura Auto Bomba Tanque (ABT) com quatro mil litros de água, do quartel da Avenida Costa e Silva. Ambas as equipes cobrem outras áreas, e levaram cerca de 10 minutos para se deslocarem a partir do momento em que foram acionadas. A hipótese é que o incêndio tenha sido causado propositalmente, já que não há instalações elétricas em meio à vegetação, e também porque a temperatura não estava tão alta a ponto de provovar uma ignição espontânea, conforme os militares que atenderam o chamado.