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Policial

Suspeito de matar Kauan é denunciado por cometer 8 crimes contra 12 crianças

Além das sete vítimas indicadas pela Polícia Civil, que são o Kauan de 9 anos, dois meninos de 10 e 13 anos, e quatro adolescentes de 14 anos.

Midiamax

25 de Setembro de 2017 - 14:52

O professor suspeito de matar e esquartejar Kauan Andrade de 9 anos, no último dia 25 de junho de 2017, foi denunciado pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) à Justiça por oito crimes sexuais contra 12 crianças e adolescentes. O Promotor Henrique Franco Cândia aceitou a denúncia da Polícia Civil por cinco crimes e incluiu na última sexta-feira (22) os crimes de ocultação de cadáver e vilipêncio de cadáver.

O promotor aceitou o inquérito policial enviado ao MP que indiciava o suspeito pelos crimes de conjunção carnal com menor de 14 anos (Art. 217) com três vítimas, constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal (Art 213), com quatro vítimas, submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos, (218 b) com quatro vítimas e pelos crimes de indicados nos artigos 69 e 71 do código penal.

Porém, na última sexta-feira (22), o Ministério Público incluiu os artigos 211 (ocultação de destruição de cadáver), além do artigo 212 do código penal, que se trata de vilipêndio de cadáver, em relação ao menino Kauan.

Antes de finalizar, o MP indicou no documento que o acusado praticou ainda os crimes do art. 241 b (armazenar vídeos ou fotografias pornográficas envolvendo crianças), art 65 da lei de contraversão penal (molestar alguém ou perturbar lhe a tranquilidade, por motivo reprovável), art. 218 B (submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos) - duplamente -, e novamente os artigos 69 e 71, que se trata do cometimento de um mesmo crime diversas vezes.

Além das sete vítimas indicadas pela Polícia Civil, que são o Kauan de 9 anos, dois meninos de 10 e 13 anos, e quatro adolescentes de 14 anos. O MP incluiu na denúncia, três adolescentes 16, 15, 11, 13 e uma menina de 16 anos, que foi identificar por meio das gravações pornográficas.

Os crimes foram praticados de dezembro de 2016 a junho de 2017. Agora a denúncia será analisa pela 7ª Vara Criminal de Competência Especial - Campo Grande.

Nesta segunda-feira (25), a casa onde o suspeito de matar e esquartejar o menino Kauan Andrade de 9 anos foi incendiada na tarde desta segunda-feira (25). Esta é a segunda vez que o imóvel localizado na Rua da Praia, no Coophavilla II é incendiada.

Vizinhos da residência disseram ao Jornal Midiamax que um homem teria saído da casa de bicicleta com um galão de gasolina assumindo o incêndio. Moradores acreditam que a casa terá de ser demolida, pois todos estão correndo risco.

No último dia 23 de julho, um incêndio, supostamente, criminoso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros para o mesmo endereço. Na época, populares teriam ateado fogo à residência do suspeito, após ele ter sido supostamente identificado através de posts em redes sociais.

Caso

Kauan desapareceu da casa da família, no Aero Rancho, no dia 25 de junho. O menino cuidava carros na região quando foi visto pela última vez. A família registrou boletim de ocorrência e as investigações foram realizadas pela Depca. Foram mais de 20 dias sem notícias até o último sábado (22), quando o caso foi esclarecido.

Durante as investigações do desaparecimento, um adolescente de 14 anos acabou apreendido por envolvimento no crime. Ele relatou à polícia que atraiu Kauan na noite do dia 25 de junho para a casa. A criança teria falecido enquanto era violentada.

Com Kauan inconsciente, não se sabe ainda se desmaiado ou já sem vida, os suspeitos colocaram o corpo do menino em saco plástico e ‘desovaram’ no Córrego Anhanduí, por volta da 1 hora do dia 26 de junho.

O homem suspeito de ser pedófilo foi preso na sexta-feira (21), no começo da tarde, pouco antes do início das buscas pelo corpo do menino. De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o suspeito nega as acusações, mas com o depoimento do adolescente e os fatos já confirmados pela perícia, não há dúvidas de que a vítima era Kauan.

Sobre o local onde o corpo foi deixado, segundo a autoridade policial, o adolescente apresentou contradição. Ele afirma que entrou no carro do suspeito, com o corpo no porta-malas, mas que não desceu do veículo para jogar o menino. O criminoso teria ido sozinho às margens do córrego e permanecido por aproximadamente 30 minutos.

Durante todo o sábado (22), a polícia e o Corpo de Bombeiros fizeram buscas pelo corpo de Kauan no Córrego Anhanduí. Apenas um saco de lixo com fios de cabelo foi encontrado.

Uma amiga da família de Kauan contou a equipe do Midiamax que ele era ‘fissurado’ por pipas e que suspeita que isso pode ter sido usado pelo suspeito para atrair o menino. “Ele colecionava pipas, chegava a esconder a pipa em cima da casa para os irmãos não estragarem”. O homem já teve a prisão preventiva decretada por estupro de vulnerável e exploração sexual.