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Policial

Turista sofre ataque de piranhas no Lago Corumbá no sul do estado de Goiás

Rafael, que mora em Goiânia, passou as festas de fim de ano na cidade e conta que estava acompanhado de outros amigos quando foi ferido

G1

05 de Janeiro de 2015 - 10:13

O empresário Rafael Salomão diz que foi atacado por piranhas ao nadar no Lago Corumbá, em Caldas Novas, no sul do estado de Goiás (GO). Segundo ele, os peixes o morderam no pé esquerdo e não havia avisos sobre os riscos no local. "Por sorte eu sou adulto e consegui sair bem rápido do lago. Mas se fosse uma criança poderia ser fatal, pois ela nem saberia o que estava acontecendo", afirmou.

Rafael, que mora em Goiânia, passou as festas de fim de ano na cidade e conta que estava acompanhado de outros amigos quando foi ferido. “No momento da mordida eu saí nadando, subi na lancha e puxei um amigo que estava na água”, disse. Após perceber o ferimento, ele procurou o primeiro atendimento em um posto de saúde de Caldas Novas. Depois, seguiu para a capital. Ele terá que tomar remédios por dez dias para evitar infecções.

A esposa de Rafael, a advogada Cristiane Morgado, diz que vai entrar com uma ação na Justiça contra a Prefeitura de Caldas Novas. “Vou juntar o prontuário médico do hospital onde ele foi atendido, toda a documentação do plano de saúde e notas de tudo o que foi gasto. Nosso interesse é que a prefeitura pague por aquilo que não foi informado e que as outras pessoas tomem conhecimento ”, afirmou.

Procurada, a administração municipal informou que vai criar ações de proteção para evitar novos ataques, assim como foi feito no ano passado, quando o servidor público Marcelo Abrahão de Oliveira, 44 anos, perdeu metade de um dedo ao ser mordido por um peixe enquanto nadava no local.

Na época, a Secretaria de Meio Ambiente de Caldas Novas informou que o lago é de responsabilidade de Furnas, empresa de geração e transmissão de energia e que administra a Usina Hidrelétrica de Corumbá. Mesmo assim, disse que solicitou que fossem feitos estudos para avaliar um desequilíbrio ambiental na área.