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Política

Após perder aliados, Delcídio se socorre no PT que escondeu no 1º turno

Curiosamente nenhum dos partidos que integram a coligação de Delcídio (PR, PDT) está representado no comando da campanha

Flávio Paes/Região News

09 de Outubro de 2014 - 08:21

Diante da avalanche de adesões a candidatura do seu adversário, Reinaldo Azambuja, o senador Delcidio do Amaral foi se socorrer exatamente no PT,  seu partido, que até aqui manteve escondido (seu símbolo, estrela e a cor vermelho). Durante todo o 1º turno todo o marketing foi construído em cima do “D” de Delcidio e o azul nas tonalidades que o governador André Puccinelli adota para simbolizar sua administração.

Outra mudança é na coordenação. Saem de cena o deputado Jerson Domingos e o suplente de senador, Pedro Chaves, e ganham espaço petistas histórico como o ex-governador Zeca do PT, deputado federal eleito mais votado, que no primeiro turno foi simplesmente ignorado da campanha de Delcídio. A coordenação será regionalizada e entregue a petistas como Paulo Duarte, João Grandão, Antonio Carlos Biffi, Vander Loubet, Ruiter Cunha, Ricardo Ayache e Amarildo Cruz.   

Curiosamente nenhum dos partidos que integram a coligação de Delcídio (PR, PDT) está representado no comando da campanha e só o deputado federal eleito, Dagoberto Nogueira, esteve presente. Entre as ausências, a dos três deputados estaduais eleitos do PDT (Felipe Orro, Beto Pereira e George Takimoto). O próprio candidato à vice, Londres Machado, também mantido fora do horário eleitoral, foi outro ausente. 

Como não conseguiu o apoio do PMDB, PSB e até alguns setores do PDT, que estão migrando para o palanque do PSDB, Delcidio vai em busca do apoio de Alcides Bernal, prefeito cassado da Capital, que ficou em terceiro lugar na disputa de vaga para o Senado.  

Outra novidade é que Delcidio pretende reproduzir no Estado, o antagonismo preferido do PT quando em confronto com o PSDB: o dos que defendem os pobres (no caso o PT), contra aqueles supostamente favoráveis aos ricos (o PSDB).

Na entrevista que reuniu com aliados, o senador petista e candidato ao governo de Mato Grosso do Sul Delcídio do Amaral questionou o que o tucano Reinaldo Azambuja chama de “nova política” e “renovação”. “Que nova política? Essa política que o povo varreu das ruas em 2012? Colocar o mesmo é a nova política? São os velhos que sempre caminharam juntos travestidos de nova política”, disse Delcídio.

Sobre o novo cenário desenhado para o segundo turno, Delcídio analisa: “Aqui vai ser PSDB contra PT, a elite contra o povo”. Para o petista, sobre a construção de alianças para o segundo turno, é preferível a qualidade do quadro, frente ao número de apoiadores.

“Nós somos como eles, que se agrediram e agora estamos abraçados”, disse em referência à aliança declarada por Nelsinho Trad a Reinaldo Azambuja. “PMDB e PSDB são irmão siameses”, disse, ironizando a proposta de renovação de seu adversário.

Dos 30 prefeitos que o senador afirma apoia-lo, só 14, sendo cinco do PT, estiveram na reunião desta quarta-feira: Arceno Athas de Glória de Dourados, Leonel Lemos de Souza Brito, o Leleco (PT do B), de Bonito; Jorge Diogo (PT), de Brasilândia; Mario Kruguer (PT), de Rio Verde; Adão Rolim (PR), de São Gabriel; Heitor Miranda (PT), de Porto Murtinho; Jácomo Dagostin (PMDB), de Guia Lopes da Laguna; José Arcoverde (PSDB), de Iguatemi; Vagner Guirado (PR), de Anaurilândia; Paulo Duarte (PT), de Corumbá; José Assad e Faria (PT), de Ladário; Isabel Rodrigues (DEM), de Juti; e Mário Valério (PR), de Caarapó e Erney Cunha de Jardim que é do PT.