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Política

Cenário pulverizado indica novos rompimentos em torno das eleições em MS

Sem dar maiores detalhes, o dirigente petebista revelou ter conversado com o senador Delcídio do Amaral, pré-candidato do PT à sucessão estadual.

Willams Araújo/Cojuntura Online

26 de Agosto de 2013 - 14:49

O novo cenário eleitoral indica novos rompimentos políticos em torno de eleições possivelmente pulverizadas ao governo de Mato Grosso do Sul em 2014, reeditando assim o que ocorreu na disputa pela prefeitura de Campo Grande, no ano passado.

Nas eleições de 2012, o rompimento de PSDB e PPS foi o fator que desencadeou um novo quadro político e, como consequência, colocou ponto final a uma hegemonia de mais de duas décadas do PMDB na Capital.

Desta vez, novos desdobramentos podem tirar outras legendas do leque de apoio dos peemedebistas. O presidente regional do PTB, Ivan Louzada, por exemplo, reafirmou nesta segunda-feira (26) o desejo de o partido adotar a posição de independência política em relação às eleições para o governo de Mato Grosso do Sul em 2014, quando pretende, se for o caso, lançar candidato próprio. 

A ideia, segundo ele, surgiu após as manifestações populares que ganharam as ruas em todo o país exigindo, entre outros fatores, a necessidade de renovação no cenário político. Apesar disso, Louzada evitar falar em rompimento com o governo do Estado, administrado pelo PMDB.

Na prática, o comando regional da legenda segue orientação do diretório nacional, que voltou à base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff após indicar Benito Gama para ocupar o cargo de vice-presidente do Banco do Brasil.

No plano estadual, O PTB é aliado do governador André Puccinelli (PMDB), para quem pediu votos nas eleições de 2010, e também fez campanha para o deputado federal licenciado Edson Giroto (PMDB), hoje secretário de Obras Públicas e de Transportes, na campanha para prefeito de Campo Grande em 2012, vencida pelo progressista Alcides Bernal (PP).

Apesar da intenção de caminhar com as próprias pernas, Louzada garante manter entendimentos com dirigentes e lideranças políticas de vários partidos, o que não afasta a possibilidade de apoiar algum projeto rumo ao Parque dos Poderes.

Sem dar maiores detalhes, o dirigente petebista revelou ter conversado com o senador Delcídio do Amaral, pré-candidato do PT à sucessão estadual. "Eu já conversei com ele, o PTB vai conversar com todos os partidos, mas, por enquanto, nosso desejo é se manter independente", afirmou.

INDEFINIÇÕES

O quadro eleitoral em torno da sucessão de André Puccinelli ainda está indefinido em Mato Grosso do Sul, mas as articulações políticas visando às alianças partidárias estão sendo feitas pelas lideranças dos principais partidos.

A maior indefinição ocorre no PMDB, onde há divergências em torno dos nomes do ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, e da vice-governadora Simone Tebet. Também há setores que defendem publicamente que o partido abra mão de candidatura própria para apoiar o candidato do PT, como é o caso do presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos.

Apesar de ser divergente dentro do partido em MS, a união entre os adversários tem aval de Dilma e do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), podendo ganhar força em âmbito estadual a partir da manifestação de apoio de André Puccinelli ao projeto de reeleição da presidente.

Correndo por fora está o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), que estuda a possibilidade de concorrer ao governo ou ao Senado. Cortejado tanto por peemedebistas quanto por petistas, o que o tucano não quer mais é continuar atuando no salão verde da Câmara dos Deputados.

Dono de expressiva votação nas eleições para prefeito da Capital, Azambuja é visto como uma espécie de terceira via na corrida sucessória estadual, devendo entrar na disputa motivado também pelo comando nacional do PSDB, que trabalha para eleger o senador Aécio Neves (PSDB-MG) presidente da República no ano que vem.