Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Domingo, 16 de Maio de 2021

Política

Corregedoria promete análise sobre "dica de fraude" antes do recesso

Picarelli aguarda gravação do MPE, para finalizar relatório.

Campo Grande News

16 de Dezembro de 2016 - 13:20

A Corregedoria da Assembleia promete apresentar relatório sobre a suposta "dica de fraude", que envolveu os deputados Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB), na semana que vem, antes do recesso parlamentar. A justificativa é que ainda aguarda uma gravação do MPE (Ministério Público Estadual), para terminar o parecer.

O deputado Maurício Picarelli (PSDB), corregedor do legislativo, requisitou esta gravação, que se trata da prova contra os deputados, para depois terminar seu relatório, após colher os depoimentos das testemunhas e acusados e também receber a defesa dos envolvidos.

Este parecer será entregue ao presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB), que decide se arquiva a denúncia ou se abre uma comissão disciplinar, por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar em uma advertência verbal, até a cassação do mandato de Corrêa e Orro.

Depoimentos - Picarelli ouviu os dois deputados envolvidos, além do pastor Jairo Fernandes, dono do celular que foi feita a gravação e denunciante ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), assim como de Zé Teixeira (DEM) e de outras testemunhas, que presenciaram a tentativa de venda do material.

Nesta conversa gravada e divulgada nas redes sociais, Correa aconselha Orro a regularizar o ponto dos seus servidores, alertando que existe uma investigação feita pela Rede Globo sobre o assunto, em diversos legislativos estaduais. Ainda sugere ao colega faça um controle dos funcionários do interior, nem que fosse por uma "folha fictícia".

Além da apuração interna, feita pela Corregedoria da Assembleia, o MPE também está realizando sua investigação sobre o caso. "Nós avaliamos se houve quebra de decoro, já os órgãos de controle irão analisar se teve irregularidades na área criminal e de improbidade", esclareceu Mochi.