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Política

CPI da Saúde vira cabide de emprego para grupo de petistas

A CPI do Reverendo Moon, em comparação, gastou R$ 20 mil em 90 dias para apurar as atividades ilegais do líder religioso sul-coreano em Mato Grosso do Sul.

Correio do Estado

05 de Agosto de 2013 - 09:55

A CPI da Saúde na Assembleia Legislativa se transformou num cabide de emprego para grupo de petistas e caro para o contribuinte sul-mato-grossense, segundo reportagem na edição de hoje (05) do jornal Correio do Estado.

A Mesa Diretora do Legislativo levou susto com a fatura dos gastos da Comissão Parlamentar de Inquérito de quase R$ 70 mil com advogado e médicos para assessoria do presidente Amarildo Cruz (PT). Segundo a reportagem de Adilson Trindade, o relator, deputado Junior Mochi (PMDB), que precisa de técnicos para assessorá-lo na elaboração do relatório, não conseguiu contratar ninguém por falta de respaldo. Todos estão com o presidente.

A CPI do Reverendo Moon, em comparação, gastou R$ 20 mil em 90 dias para apurar as atividades ilegais do líder religioso sul-coreano em Mato Grosso do Sul. A CPI da Saúde, no entanto, surpreendeu com gastos de quase R$ 70 mil em apenas 45 dias.

Por causa do elevado gasto, o presidente da CPI e o relator discutiram numa reunião fechada. Junior Mochi teria se recusado a assinar cheques da comissão por não concordar com as despesas e preocupado com os órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A solução para o impasse foi a contratação temporária do pessoal e divulgar todos os gastos no Portal da Transparência.

Entre os contratados por Amarildo está o advogado Ronaldo Franco — ex-chefe da Casa Civil e ex-secretário estadual de Administração do Governo de José Orcírio dos Santos (PT) —, médicos, sendo um deles afastado do Hospital Regional.Para um dos integrantes da CPI, a questão das investigações na área de saúde é de gestão pública, e não jurídica.