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Política

Dagoberto Nogueira atropela oposição e é eleito com 68 votos presidente do PDT

Além de Dagoberto e Takimoto, integram a Executiva como 2º vice-presidente, o vereador da Capital, Paulo Pedra

Flávio Paes/Região News

26 de Junho de 2015 - 13:00

O deputado federal Dagoberto Nogueira foi eleito presidente do diretório regional do PDT, com 68 dos 77 votos dos delegados. Acabou prevalecendo o consenso depois que na semana passada um grupo de pedetistas, liderados pelos deputados estaduais do partido montou uma chapa. Como o ex-deputado João Leite Schimidt não quis ser o candidato do grupo, um dos parlamentares, George Takimoto, compôs com Dagoberto e tornou-se vice-presidente.

O deputado Beto Pereira, que liderou o grupo de oposição a Dagoberto, não mostrou interesse em participar da chapa e por isto, o ex-deputado Oscar Goldoni (que faz parte do seu grupo) indicado secretário do novo diretório, não foi à convenção e pode ser substituído pelo deputado Felipe Orro, ampliando assim o entendimento interno.

Além de Dagoberto e Takimoto, integram a Executiva como 2º vice-presidente, o vereador da Capital, Paulo Pedra. Sérgio Roberto Castilho Vieira ficou como secretário Carlos Brum (tesoureiro); o prefeito de Anastácio, Douglas Figueiredo (2º tesoureiro); Yves Drosghic (diretor jurídico); Antonio Braga (1º Vogal) e Jucemar Almeida Arnal (2º vogal).

George Takimoto resolveu compor com o grupo de Dagoberto depois do recuo de Schimdt. “Acredito que um deputado federal tem mais condições de reivindicar as ações junto ao Governo Federal, mais talhado para decidir sobre o partido”, completou.

Conflito

Para Dagoberto este “conflito interno” tem como motivo principal a eleição de 2016, já que como o PDT pretende ter candidato próprio em Campo Grande, os dois deputados (Orro e Beto) almejam a vaga e não gostariam que ele tivesse o controle e maioria do diretório. “Eles querem ser candidatos, depois que o Reinaldo (Azambuja) veio do interior e foi governador, também estão com esta intenção”.

O novo presidente do PDT admite que também vai colocar seu nome à disposição para prefeitura de Campo Grande, mas que no momento certo vai fazer campanha. “Quem se sair melhor na pesquisa e ter mais condições vai ser o candidato, não tem problema, posso dar a legenda para que eles disputem a prefeitura. Na verdade, queriam ter a maioria (diretório) para tentar me vencer”, afirmou ele.

O pedetista garante que “abriu mão” várias vezes para formar uma chapa de consenso, mas não conseguiu, porque os colegas não tinham interesse de acordo. Dagoberto acredita que apesar do impasse, Felipe Orro siga no partido por toda sua história, e que espera que Beto Pereira também continue, apesar de pouco tempo na legenda. “Ele entrou agora, se quiser sair o problema é dele, mas se ficar vai ser bem recebido”.

Metas – De acordo com o novo presidente, o partido pode ter 30 candidatos a prefeito em 2016, incluindo Campo Grande, tendo meta de aumentar prefeitos e vereadores, para seguir forte na eleição estadual em 2018. “Aqui na Capital temos apenas um vereador, precisamos aumentar, além disto vamos dar autonomia total para os diretórios municipais”.

Dagoberto ressaltou que participa hoje, junto com o ex-presidente, João Leite Schimidt, da filiação de Bira, para ser candidato a prefeito em Coxim, citando também Adão Parizoto como nome forte em Dourados. “Esta disputa interna não vai atrapalhar o partido ano que vem, vamos crescer ainda mais”.

Impasse – Na última semana os deputados Felipe Orro e Beto Pereira montaram uma chapa de última hora para disputar a presidência com Dagoberto, tendo como candidato o ex-presidente João Leite Schimidt. Esta ação aconteceu após o deputado federal retirar sete nomes do diretório estadual.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, concedeu cinco dias para que as chapas entrassem em consenso, fato que não ocorreu. Como Schimidt desistiu da disputa, Dagoberto seguiu como chapa única, eleito pela maioria, mas os deputados estaduais não apoiaram sua vitória.