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Política

De olho no controle da Saúde, Solidariedade volta negociar adesão ao Governo

A Pasta, que continua sem titular, pode também ser outra moeda de troca no alinhamento do SD com o Governo.

Flávio Paes/Região News

18 de Junho de 2015 - 07:41

A bancada de quatro vereadores do Solidariedade, sob a liderança e inspiração do presidente da Câmara de Sidrolândia, David Olindo, que impôs várias derrotas à administração Ari Basso em votações no legislativo (a maior delas, a perda do controle da Mesa Diretora), está na iminência de aderir à base do Governo, tendo como contrapartida, assumir a Secretaria de Saúde, o que representa controlar 27% da receita líquida da Prefeitura, um orçamento mensal de aproximadamente R$ 2,4 milhões. O acordo deve ser selado sob as bençãos do governador Reinaldo Azambuja numa audiência com os vereadores “solidários”.

David que até bem pouco tempo atrás demonizava o prefeito Ari Basso (a quem chegou a apelidar de “Tonho da Lua”, um personagem de novela com problemas mentais) mudou o discurso e agora não poupa elogios ao chefe do Executivo (“é um homem honrado”) e em conversas informais com colegas de parlamento, admite apoiar a reeleição de Basso. Para justificar esta reviravolta, que ninguém (nem o próprio Governo), arrisca se resiste até a eleição 2016, David invoca medidas tomadas pelo prefeito como a demissão do ex-secretário Di Cezar, do comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A Pasta, que continua sem titular, pode também ser outra moeda de troca no alinhamento do SDD com o Governo.

Até mesmo o vereador Mauricio Anache, que se elegeu pelo PSDB, acabou migrando para oposição, agora admite uma reaproximação. A condição é o Solidariedade assumir a gestão da saúde municipal, com autonomia administrativa e um socorro financeiro que pretende reivindicar do Estado na reunião com o governador.

Não é a primeira vez que os vereadores do SDD e o Governo ensaiam uma reaproximação. Em dezembro, logo após se eleger presidente da Câmara, David e os vereadores Mauricio Anache e Jurandir Cândido, se reuniram com o prefeito e mostraram disposição de ficar na base aliada, caso pudessem indicar os secretários de Desenvolvimento Rural e Saúde. O vereador Jurandir Cândido chegou a indicar o nome do seu irmão, o ortopedista João Cândido, para assumir o comando da Secretaria de Saúde. A conversa não foi adiante porque o prefeito não quis aceitar a indicação de João Cândido. Na sucessão da Mesa Diretora, Jurandir não quis ser candidato a presidente (mesmo com o apoio do Governo), mantendo o compromisso de apoiar David.