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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 24 de Junho de 2021

Política

Delcídio e deputados se reúnem com presidente do PT e não afastam aliança com PMDB

Biffi detalha que o PT vê chances reais de vitória em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, no Paraná, São Paulo e no Rio de Janeiro, o que inviabiliza abrir mão para aliados.

Midiamax

21 de Agosto de 2013 - 07:24

Aliado nacional, o PT ainda não descartou a possibilidade de apoio do PMDB à candidatura de Delcídio do Amaral (PT) em Mato Grosso do Sul. Em reunião nesta terça-feira (20) com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o senador e os deputados federais Antônio Carlos Biffi (PT) e Vander Loubet (PT) discutiram o cenário de alianças em MS e incluíram o PMDB entre as possibilidades.

“Temos um arco de alianças ampliado no Estado. Fomos conversar com o Rui sobre as tendências políticas para 2014. Levamos o quadro do Estado e possibilidades. Colocamos tudo à mesa como possibilidade de aliança, mas não há nada fechado ou definido”, explicou Biffi.

O deputado admitiu que no fechamento da aliança nacional a coordenação dos dois partidos vão acabar exercendo algum tipo de influência nos estados. Apesar disso, acredita que a interferência deve atingir mais o PMDB do que o PT em Mato Grosso do Sul.

“O PT terá candidato em Mato Grosso do Sul gostando ou não a nacional. Não vai interferir porque está claro que o senador Delcídio é um dos governadores eleitos no Brasil. O PT nacional reconhece isso”, justificou.

Biffi detalha que o PT vê chances reais de vitória em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, no Paraná, São Paulo e no Rio de Janeiro, o que inviabiliza abrir mão para aliados. Para resolver este problema, o partido aceita abrir mão de candidaturas em outros lugares, cedendo espaço para outros partidos. É nesta conversa que os petistas não descartam o apoio dos peemedebistas em MS.

“Evidente que o partido não vai abrir mão de chance concreta de eleger governador e não vai fazer queda de braço onde não tem chance. Mas, não fechamos a porta para o PSDB. Não está nada fechado, assim como não está nada aberto”, declarou. “O martelo só vai ser batido nos 45 do segundo tempo, faltando seis meses e um dia para a eleição”, concluiu.

A aliança do PT com o PMDB em Mato Grosso do Sul complica a situação de Nelsinho Trad (PMDB). O ex-prefeito de Campo Grande não aceita se candidatar ao Senado e afirma que só entra na disputa se concorrer ao governo. Por outro lado, o entendimento fortalece Simone Tebet (PMDB), que prefere o Senado.