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Política

Delcídio será investigado por suposta propina para financiar campanha ao governo

Ao todo, o Supremo investiga 68 pessoas, sendo 14 senadores, 23 deputados, o ministro de Estado Edinho Silva

Correio do Estado

02 de Dezembro de 2015 - 07:47

O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki autorizou nesta terça-feira (1º) a abertura de novo inquérito para apurar a delação do lobista Fernando Soares, o Baiano, que aponta o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) como beneficiário de propina - disse que Delcídio recebeu US$ 1 milhão ou US$ 1,5 milhão, fruto de suborno pago com recursos desviados da compra da refinaria de Pasadena (EUA). Baiano disse que o petista recebeu o dinheiro para pagar a sua campanha nas eleições para o governo de Mato Grosso do Sul, em 2006.

Ainda de acordo com Baiano, Delcídio recebeu propina por ter endossado a indicação de Nestor Cerveró -este já condenado na Lava Jato- para a direção Internacional da Petrobras.

Esse é o segundo inquérito de Delcídio, sendo que o primeiro foi aberto na semana passada, depois que o senador acabou preso acusado de participar de uma trama para atrapalhar as investigações do esquema de corrupção da Petrobras.

OUTROS SENADORES

Além de Delcídio, Fernando Baiano mencionou que Renan Calheiros, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau -indicado na época pelo PMDB- também se beneficiaram do esquema de corrupção. Ele teria apontado que US$ 4 milhões foram desviados de um contrato de navios-sonda para pagamentos que chegaram posteriormente a US$ 6 milhões. O delator comentou que as operações foram completadas pelo lobista paraense Jorge Luz, entre 2006 e 2008.

Esse é o quinto inquérito aberto para investigar as supostas ligações de Renan com a Lava Jato -sendo que cada um tem objetivo de investigar fatos diferentes. Jader será alvo de dois inquéritos. 

Ao todo, o Supremo investiga 68 pessoas, sendo 14 senadores, 23 deputados, o ministro de Estado Edinho Silva (Comunicação) e o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Raimundo Carreiro.