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Política

Deputados propõem repasse da dívida para demarcação de terras em MS

A comissão terá a participação dos deputados João Grandão (PT), Rinaldo Modesto (PSDB), Antonieta Amorim (PMDB), Mara Caseiro (PT do B) e Paulo Corrêa (PR).

Campo Grande News

22 de Outubro de 2015 - 14:29

Os deputados estaduais resolveram enviar uma proposta ao governo estadual e federal, para que ao invés de Mato Grosso do Sul repassar o valor mensal da dívida com a União, este recurso seja usado durante seis meses para a compra e demarcação de terras no Estado, tendo uma solução para o conflito no campo.

A proposta apresentada pelo deputado Paulo Corrêa (PR), teve o apoio da bancada do PT, e espera ter a assinatura dos 24 parlamentares, antes de ser enviada para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT).

"Sabemos que o repasse da dívida do Estado com a União é de R$ 100 milhões por mês, em seis meses, já teria valor suficiente para compra e demarcação de terras no Estado", disse Corrêa, ao lembrar que desta forma iria acabar a tensão no campo e evitar novas tragédias, com os dois lados sendo contemplados.

"Temos informação que os produtores querem vender as terras, mas a União não compra, vai se avaliar o valor, tomar todos os procedimentos e resolver este conflito", disse ele. Para o deputado Pedro Kemp (PT) falta vontade política do governo federal, e que este impasse tem proporcionado estas situações "vergonhosas" para Mato Grosso do Sul.

"Se nós demarcamos todas as terras requisitadas pelos indígenas, será apenas 3% do território do Estado, falta vontade política, já vieram fazendeiros me procurar dizendo que querem vender, então que comprem as fazendas, paguem os produtores e terminem esta época de bang bang".

CPI - As bancadas partidárias terminaram de indicar os integrantes da CPI do Genocídio, que vai investigar se houve omissão do Estado na investigação de crimes de violência praticados contra povos indígenas, de 2000 a 2015.

A comissão terá a participação dos deputados João Grandão (PT), Rinaldo Modesto (PSDB), Antonieta Amorim (PMDB), Mara Caseiro (PT do B) e Paulo Corrêa (PR). O grupo deve se reunir para decidir quem vai assumir os cargos de presidente, vice-presidente e relator.