Política
Eleições 2016: Pesquisa mostra cenário equilibrado e que cidade continua dividida entre Daltro e o PSDB
A pesquisa revela que a preferencial eleitoral continua dividida entre o ex-prefeito Daltro Fiúza (PSDB).
Flávio Paes/Região News
22 de Julho de 2015 - 10:27
Faltando ainda pouco menos de um ano para o encerramento do prazo de homologação de candidatos e alianças para a eleição de 2016, uma pesquisa realizada pelo Instituto Dimensão, encomendada pela direção municipal do PEN (Partido Ecológico Nacional), mostra a reedição de um quadro que se repete há pelo menos 16 anos em Sidrolândia.
A pesquisa revela que a preferencial eleitoral continua dividida entre o ex-prefeito Daltro Fiúza (PMDB), que tentará voltar ao comando do Executivo pela quinta vez e o grupo político alinhado com o PSDB, que até 2012, tinha como principal liderança o ex-prefeito Enelvo Felini e agora têm outras três alternativas: o prefeito Ari Basso, o vice-prefeito Marcelo Ascoli e o vereador licenciado Ilson Peres, ex-presidente da Câmara.
Na pesquisa realizada entre os dias 13 e 16 de julho, com 349 entrevistas, Daltro aparece com 39,37% dos votos válidos (com a exclusão dos brancos nulos e do percentual que se declarou indeciso), enquanto os quatro nomes tucanos (Basso, Enelvo, Marcelo e Peres) somam 41,81% dos votos, num empate técnico com Daltro, já que a diferença de 2,44 pontos percentuais está na margem de erro.
O prefeito aparece com 17,42%; Enelvo e o vice-prefeito com 9,41% cada, enquanto Peres obteve 5,57%. Ou seja, rigorosamente, a eleição será decida pela parcela dos quase 20% dos eleitores que fugiram desta polarização, optando por uma terceira via. O vereador pedetista Waldemar Acosta aparece atrás de Marcelo Ascoli, com 5.57% das intenções de voto, seguido do ex-vereador petista Jean Nazareth (5.23%) e do empresário Haroldo Calves Dias (PEN) com 4.18%. David Olindo (SD) é o último colocado com 3.83% dos votos válidos.
Os dados apontam que além de haver um equilíbrio entre as duas forças políticas que historicamente disputam a preferencia do eleitorado, ambos terão uma árdua missão; fortalecer o palanque eleitoral com o maior número de aliados. Algumas variáveis vão influenciar no processo eleitoral que ainda nem tem as regras definidas, porque a votação da reforma política ainda não foi concluída no Congresso Nacional.
Se, por exemplo, forem proibidas as coligações na disputa por vagas na Câmara, a tendência é que haja maior pulverização de candidatos, porque os partidos (se quiserem fazer bancadas) precisarão do palanque da chapa majoritária. Uma das surpresas desta pesquisa é exatamente o desempenho do vice-prefeito Marcelo Ascoli, que aparece empatado com ex-prefeito Enelvo Felini na terceira colocação na preferencia do eleitorado.
O tucano, que depois de permanecer quase dois anos afastado da administração municipal; chegou a cogitar sua saída do PSDB para ingressar no PT e que recentemente cumpriu um período de 15 dias como prefeito interino, aparece reintegrado ao ninho tucano, tendo inclusive participação no diretório estadual do partido.
Como Enelvo não mostra interesse em voltar a disputar o cargo, já que têm chances de vir assumir uma vaga na Assembleia, Marcelo Ascoli, surge como uma alternativa, embora o prefeito Ari Basso tenha mostrado interesse em tentar a reeleição.




