Política
Empate na votação de requerimento é sinal de alerta para governo buscar reorganizar sua base
Foi necessário o voto de minerva do presidente da Câmara, para desempatar o placar e mandar para o arquivo o requerimento.
Flávio Paes - Região News
09 de Novembro de 2017 - 14:43
O empate na votação (7 a 7) de um requerimento da oposição, cobrando a volta do pagamento da gratificação de difícil acesso aos professores da zona rural, deu o sinal de alerta para o Governo da necessidade de recomposição da sua maioria na Câmara para garantir os 2/3 necessários (aprovação de 9 dos 15 vereadores) para a aprovação de uma série de projetos de leis complementares.
Nesta relação estão às novas regras do IPTU, a doação de áreas, a nova estrutura administrativa, a revisão do código de postura que devem ser encaminhadas nos próximos dias para apreciação do Legislativo. São propostas que dependem de quórum de 9 votos favoráveis para aprovação.
A base do Governo que
começou o ano robusta, apenas com o vereador Waldemar Acosta como voz dissonante, se declarando independente,
ficou desfalcada dos dois vereadores do PSDB (Vilma Felini e Valdecir Carnevalli),
Adilson Brito
do PROS e surpreendentemente, teve a baixa de Cledinaldo Cotócio, até então um
fiel aliado do prefeito. Foi necessário o voto de minerva do presidente da
Câmara, para desempatar o placar e mandar para o arquivo o requerimento.
Antes desta votação só três vereadores (Waldemar Acosta, Carlos Henrique, Itamar de Souza) estavam formalmente fora da base governista. Itamar, ao votar contra o projeto que autoriza o Executivo a negativar contribuintes inadimplentes, contrariou a posição do Governo e na ocasião, dois funcionários por ele indicados para atuar no Departamento de Planejamento foram exonerados.
As medidas de ajustes atingiram a dentista Mariene Bittencourt Felini (nora da vereadora Vilma) contratada, dispensada, contratada novamente e agora com o fechamento dos postos de saúde na zona rural em 1º de novembro, teve o contrato rescindido. Ela estava trabalhando no Distrito de Quebra Coco.
O advogado Guilherme Carnevalli, filho do vereador Valdecir, esteve na primeira leva de exoneração de comissionados. Alguns indicados por Cotócio também foram sacrificados como medida para contenção de gastos.
No caso do vereador Adilson Brito, seu distanciamento do Governo, teria se desencadeado após o veto (derrubado em plenário) ao seu projeto que proíbe o trânsito de caminhões na Avenida Antero Lemes, entre às 18 e 22 horas.




