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Política

Eventual aliança entre PMDB e PT deve transformar PSDB em principal opositor

Articulado com aval das principais lideranças políticas do PT e do PMDB, em Brasília, o acordo indica os rivais históricos no mesmo palanque na campanha do ano que vem no Estado.

Willams Araújo/Cojuntura Online

18 de Setembro de 2013 - 17:00

Uma possível aliança entre petistas e peemedebistas na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, nas eleições de  2014, pode fazer com que o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) comece a repensar seu projeto, que tinha como meta até então a disputa pelo Senado em chapa encabeçada pelo senador Delcídio do Amaral (PT).

Articulado com aval das principais lideranças políticas do PT e do PMDB, em Brasília, o acordo indica os rivais históricos no mesmo palanque na campanha do ano que vem no Estado. Visto como “bola da vez” no processo sucessório estadual, Delcídio admite estar mais próximo do grupo político liderado pelo governador André Puccinelli (PMDB), cabo eleitoral declarado ao projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

O eventual acordo, no entanto, afasta a possibilidade de Reinaldo Azambuja concorrer ao Senado no mesmo palanque de Delcídio, a não ser que o tucano mude de partido, como sugerem alguns petistas, entre os quais, os deputados estaduais Cabo Almi e Pedro Kemp e o vereador de Campo Grande, Zeca do PT.  “Se eles (PT e PMDB) se juntarem, o Reinaldo é candidato ao governo”, confidenciou um dos interlocutores do deputado, que ainda assim tem mantido entendimentos com o pré-candidato petista.

Delcídio, inclusive, já consultou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB/MG), sobre possível união de forças com o grupo político liderado por Reinaldo Azambuja. Segundo Delcídio, o presidenciável tucano teria condicionado o acordo à garantia de um palanque durante a campanha do ano que vem.

CRÍTICAS

Na verdade, o relacionamento entre Delcídio e Reinaldo na tentativa de construir um projeto único, encontra forte resistência nos quadros do PSDB.  Para analistas, as críticas feitas pela bancada tucana na Assembleia Legislativa ao governo da presidente Dilma nas últimas semanas são prenúncio de que PT e PSDB não devem marchar juntos em MS.

Além do presidente regional do PSDB, deputado estadual Márcio Monteiro, os ataques ao governo têm sido disparados pelo líder da bancada na Casa, Professor Rinaldo e por sua colega Dione Hashioka, que na terça-feira criticou o programa “Mais Médicos”. 

A deputada vê isso de forma negativa. Para ela, a medida desrespeita os próprios profissionais. Conforme divulgado na imprensa nacional, a importação de médicos cubanos está sob a mira do Ministério Público do Trabalho.

Há dias, Monteiro havia comentado a ausência de direitos trabalhistas para os profissionais em geral. Como se trata de uma bolsa de informação, não há previsão de pagamento de horas extras, 13° salário e FGTS. “É mais uma prova de que o governo da Dilma, o governo do PT, não é vocacionado a implantar reformas estruturantes no país assim como o PSDB no passado já fez”, detonou.

O presidente do PSDB também criticou o atraso do governo federal nas concessões de rodovias federais, dizendo que isso tem prejudicado Mato Grosso do Sul.  Segundo Monteiro, falta ao governo federal “planejamento das ações, o que demonstra incapacidade e descaso”.