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Política

Ex-correligionários de Donadon, deputados do PMDB em MS lamentam a não cassação

Resende disse ainda que votações como essas não podem ter voto secreto, como já acontece em alguns Legislativos Estaduais.

Midiamax

30 de Agosto de 2013 - 08:38

Deputados federais sul-mato-grossenses do PMDB, Geraldo Resende e Luiz Henrique Mandeta, qualificaram como vergonhoso o resultado que manteve o deputado federal Natan Donadon (ex-PMDB). Para ambos o voto nesse tipo de caso não poderia ser secreto. Donadon foi absolvido nesta quarta-feira (28) e era filiado do PMDB. Ele foi expulso do partido no último dia 27 de junho.

Para Geraldo Resende o resultado que manteve Donadon no cargo foi vergonhoso, já que ele teve todas as chances de se defender na Justiça. “Envergonhou todos aqueles que, como eu, não concordam com um parlamentar presidiário. O deputado Donadon teve todas as oportunidades de se defender na Justiça, Poder competente para julgá-lo e mesmo assim foi condenado”, reclamou.

Resende disse ainda que votações como essas não podem ter voto secreto, como já acontece em alguns Legislativos Estaduais. “Depois das manifestações de junho, a Câmara dá demonstrações de desconexão com as demandas apresentadas nas ruas, como transparência e radicalismo ético”, finalizou.

Já Mandeta pontuou que em casos como este todos ficam sob suspeição e não há como saber quem optou mesmo pela saída de Donadon. “Ontem votei pela cassação, reclamando de voto secreto para estes casos. Estava com razão, pois todos ficam em suspeição. Se perguntarem um por um dos votos, as pessoas falarão que votaram pela cassação. Mas o resultado não vai bater. Vergonha”, declarou.

No final da tarde desta quarta, Natan Donadon deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, para fazer a própria defesa na Câmara. Ele falou por mais de meia hora para convencer boa parte dos deputados de sua inocência e de que as acusações do Ministério Público de Rondônia não passariam de perseguições.

A cassação precisava de 257 votos favoráveis ao parecer do relator. Contudo, por 24 votos ele acabou absolvido. Dos 459 deputados presentes na sessão, apenas 405 votaram, sendo 233 a favor da cassação, 131 contra, com 41 abstenções.

Natan Donandon foi condenado pelo STF por peculato e formação de quadrilha, ao desviar dinheiro público da Assembleia Legislativa de Rondônia, onde exerceu o cargo de diretor financeiro. Ele cumpre pena há dois meses em complexo penitenciário no Distrito Federal.