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Política

Líder de rejeição, candidatura de Nelsinho sofre outra baixa com desistência de Cabeludo

Antes de Cabeludo, a chapa de candidatos a deputado estadual do PMDB já tinha sido desfalcada com a saída do vereador Mario Cesar.

Da redaçao

28 de Julho de 2014 - 06:51

Com  22,10% de índice de rejeição, conforma a última pesquisa do Datamax, a candidatura ao Governo do ex-prefeito Nelson Trad Filho, sofreu uma nova baixa na semana passada com a decisão do vereador Vanderlei Cabeludo, que desistiu de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Cabeludo saiu da disputa criticando Nelsinho e insinuando que ele estaria privilegiando os irmãos e o primo que são candidatos.  

Antes de Cabeludo, a chapa de candidatos a deputado estadual do PMDB já tinha sido desfalcada com a saída do vereador Mario Cesar, que preferiu antecipar a eleição da Mesa Diretora, para se reeleger presidente da Câmara. “Larguei mão. O partido não fecha mais e não tem grana. Vou tocar meus projetos como vereador e focar no meu trabalho na Câmara. Também vou ajudar o André (Puccinelli)”.

O vereador criticou o candidato peemedebista ao Governo, insinuando que Nelsinho Trad está privilegiando o apoio aos seus irmãos (Fábio e Marquinhos Trad) e ao primo Paulo Siufi. “Nelsinho nem conversou comigo. Não conversou nada, nem perguntou por que eu desisti, nem para me ligar para dizer sobre isso. Não falou uma palavra”, disse Cabeludo.

A renúncia de Cabeludo que é muito próximo a André Puccinell é interpretada nos meios políticos como um indicio de que o governador não acredita nas chances eleitorais de Nelsinho e nem vai se empenhar na campanha do candidato. Seria um troco ao ex-prefeito da Capital, que teria feito corpo mole na campanha de Giroto, candidato a prefeito, homem da confiança de André.

A candidatura de Nelsinho não tem o apoio de lideranças importantes do PMDB, a começar pelo presidente da Assembleia. Jerson Domingos até se licenciou do partido para apoiar a candidatura ao governo do senador Delcidio do Amaral. Vários prefeitos do partido também não subiram no palanque do partido. É o caso do prefeito de Nova Andradina, Roberto Hashioka, que fará campanha para o candidato petista. A esposa dele, deputada Dione Hashioka, desistiu de tentar a reeleição.