Política
Maia diz que reforma política "não é ideal" e que ainda sonha com mudança no sistema eleitoral
Ele disse que tinha esperança que distrital misto avançasse no Congresso. Segundo Maia, o fim das coligações, já aprovado, será "grande revolução"
G1
05 de Outubro de 2017 - 15:40
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou nesta quinta-feira (5) que a reforma política que está em fase final de tramitação no Congresso "não é ideal" e que "ainda sonha com mudança no sistema eleitoral". Maia falou com jornalistas após participar de evento no Supremo Tribunal Federal (STF) em comemoração aos 29 anos da Constituição Federal.
A mudança no sistema eleitoral, defendida por Maia, foi discutida na Câmara por meses. No entanto, no plenário, os deputados rejeitaram com ampla maioria a proposta que transformava o atual sistema proporcional para eleições de deputados e vereadores no distritão, em 2018, e no distrital misto, em 2022.
"[As propostas] nunca são o que a gente sonhou. A gente sempre sonha com mudança no sistema eleitoral. Por exemplo, o distrital misto, que eu tinha muita esperança. A PEC também de financiamento privado com limites bem rígidos, gente sempre sonhou que ela poderia avançar no Senado", defendeu o presidente da Câmara.
Sem mudar o sistema eleitoral, deputados buscaram consenso para outras propostas e conseguiram aprovar algumas mudanças. Entre elas estão a cláusula de desempenho, que deve valer a partir de 2018, e estipula número mínimo de votos para as legendas terem acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV.
Também foi aprovada o fim das coligações proporcionais, a partir de 2020, e um fundo eleitoral para financiar as campanhas com recursos públicos. A estimativa é que esse fundo tenha cerca de R$ 1,7 bilhão em 2018.
De acordo com Maia, o fim das coligações é o principal avanço entre as medidas aprovadas. Segundo ele, a medida vai ser "uma grande revolução na política brasileira".
"Por que a coligação é ruim? Porque você não constrói candidaturas majoritárias e se coliga para se beneficiar de outro partido. Sem coligação, para que o partido consiga uma bancada de 40 deputados, vai ser obrigado a construir projetos majoritários. Acho que é um grande avanço, vai ser uma grande revolução na política brasileira", defendeu.




