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Política

Marçal homenageia Colônia Agrícola no Grande Expediente

Na visão de Marçal Filho, pode-se dizer que a Colônia Agrícola Nacional de Dourados foi pioneira, nacionalista, desenvolvimentista e visionária.

26 de Agosto de 2013 - 09:40

O deputado federal Marçal Filho (PMDB) prestou uma homenagem ao ex-presidente Getúlio Vargas ao lembrar que o primeiro projeto de reforma agrária no Brasil foi realizado pelo pedetista através da criação da CAND (Colônia Agrícola Nacional de Dourados).

No discurso, proferido no grande expediente da Câmara dos Deputados, em horário nobre e com 25 minutos de duração, Marçal Filho lembrou que a CAND foi responsável direta pelo desenvolvimento de toda a região de Dourados quando ela ainda pertencia ao Estado de Mato Grosso, dando origem aos municípios de Douradina, Fátima do Sul, Vicentina, Jateí, Glória de Dourados, Deodápolis, Ivinhema e chegando a Angélica.

"O reconhecimento nunca veio para esse povo que desbravou aquela região que era valorização do ex-presidente Getúlio Vargas também nunca veio neste País de forma mais afirmativa, porque ele foi o presidente dos pobres, dos trabalhadores, foi ele que implantou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que garantiu os direitos trabalhistas", ressaltou Marçal.

Com a criação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados, lembra Marçal, o presidente Getúlio Vargas trouxe para a região um grande número de colonos nordestinos oriundos do Ceará, da Bahia e de Pernambuco.

"Foram pessoas que, ao lado de paulistas, mineiros, paranaenses e gaúchos vieram desbravar a região com uma foice, com um machado nas costas, sem estradas, sem a mínima estrutura, sem absolutamente nada, apenas com a cara e a coragem no peito", enfatizou Marçal Filho no discurso. "A partir de 1948 e até 1950, a Colônia Agrícola Nacional de Dourados começou a receber imigrantes aos milhares de todos os cantos do País, promovendo uma nova corrente povoadora, que vinha a procura de oportunidades de trabalho, hoje reconhecidos pioneiros de Mato Grosso do Sul", destacou.

No pronunciamento, Marçal Filho lembrou que o projeto da Colônia Agrícola Nacional de Dourados abrangeu área de 267 mil alqueires, em zonas separadas ao longo do Rio Dourados e chegando até a confluência com o Rio Ivinhema.

"A Colônia levou para Dourados desenvolvimento demográfico, econômico e cultural. Antes da colônia, a fronteira do sul do Mato Grosso, hoje, Mato Grosso do Sul, era caracterizada por uma fraca economia e desenvolvimento", argumenta Maçal. "Getulio Vargas limitou a participação na Colônia a pessoas reconhecidamente pobres, mas com vocação para a terra, vocação e qualificação agrícola, com prioridade para brasileiros, mas aceitou também estrangeiros que tivessem esse talento e foi neste contexto que se destacaram os japoneses, a quem hoje é atribuída como uma das principais comunidades nipônicas do Brasil na região da Grande Dourados", explica.

Toda produção da Colônia Agrícola Nacional de Dourados era escoada com muita dificuldade por Dourados, através de caminhões abertos, de carros de boi e braçais. "Eram atoleiros. Não havia estradas. Tinham de atravessar rios, córregos, os famosos travessões da Onça, do Guassu e o do Varjão de Vila Brasil, hoje Fátima do Sul", revela Marçal. "Outra opção para o escoamento da produção era a ferrovia Noroeste do Brasil, que se estendia até Itahum, o distrito mais longínquo da cidade de Dourados, distante pelo menos 60 quilômetros", conclui.

Na visão de Marçal Filho, pode-se dizer que a Colônia Agrícola Nacional de Dourados foi pioneira, nacionalista, desenvolvimentista e visionária.

"A visão de Getúlio Vargas foi imprescindível para o desenvolvimento da região Sul de Mato Grosso e depois para a criação do Estado de Mato Grosso do Sul", enfatiza. "Ao longo de toda minha vida, tenho assistido às autoridades homenagearem os grande produtores, mas nenhum reconhecimento ao colonos da CAND, que foram os verdadeiros responsáveis pelo desenvolvimento da Grande Dourados", continua Marçal Filho. "Por isso, solicitei ao Ministério do Turismo, e fui atendido pelo ministro Gastão Vieira, a implantação do Museu de História da Colônia Agrícola Nacional de Dourados, que hoje está sendo construído no Distrito de Indápolis, bem perto do marco da Vila São Pedro, onde tudo começou. Coloquei esses recursos, e hoje essa obra está sendo realizada justamente para resgatar a história do povo que esteve ali", finaliza Marçal Filho.