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Política

Marçal volta a cobrar maior ação policial na fronteira

Marçal Filho também aponta a necessidade de integração dos países do Mercosul (Mercado Comum do Sul) nas políticas de segurança nas faixas de fronteira.

DE BRASILIA

05 de Agosto de 2013 - 08:00

Preocupado com a atuação de quadrilhas de narcotraficantes na fronteira de Mato Grosso do Sul, o deputado federal Marçal Filho (PMDB) voltou a cobrar uma maior ação dos organismos de segurança pública que atuam no Estado e defendeu o reforço imediato dos efetivos da Polícia Federal, da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e da Força Nacional nessas áreas fronteiriças.

"O ideal seria que as Forçar Armadas saíssem das casernas e ocupassem toda faixa de fronteira nesse momento de safra recorde de maconha no Paraguai, mas diante dessa impossibilidade, o Ministério da Justiça tem a obrigação de criar uma força-tarefa para atuar na região", argumenta Marçal Filho.

O deputado manifestou sua preocupação depois que a Polícia Federal realizou, na semana passada, a maior aprensão de drogas do ano numa rodovia em Caarapó. "A pergunta que não quer calar é uma só: se os agentes federais apreenderam um caminhão com mais 11 toneladas de maconha e 201,7 quilos de pasta base de cocaína, quantos outros caminhões com a mesma carga não conseguiram passar e chegar aos grandes centros consumidores?", questiona Marçal Filho.

"A situação é preocupante, mesmo porque somente no mês de julho a Polícia Federal apreendeu mais de 15 toneladas de maconha e mais de 500 quilos de cocaína em Mato Grosso do Sul, deixando claro que os narcotraficantes estão mais atuantes do que nunca", alerta.

A vulnerabilidade da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia sempre preocupou o deputado federal Marçal Filho, que chegou, inclusive, a se reunir com o Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande, integrando a comitiva da Comissão Especial de Política sobre Drogas da Câmara dos Deputados, para discutir estratégias de atuação do Exército Brasileiro nessa área fronteiriça.

"Entendo que o Plano Estratégico de Fronteiras, lançado há mais de dois anos pela presidente Dilma Rousseff, é importante no combate ao narcotráfico, mas é inegável que o resultado dessa integração policial defendida pelo plano ainda não surtiu os efeitos que a sociedade esperava, tanto que a violência está cada vez mais presente na vida das pessoas de bem, enquanto os marginais estão cada vez mais violentos", reclama Marçal Filho.

O parlamentar salienta que o que acontece hoje, com a integração das Forças Armadas com as demais forças de segurança como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Força Nacional de Segurança, já era uma antiga cobrança do seu mandado, mas ele espera resultados mais contundentes.

“Desde que presidi a Comissão de Criação do Ministério da Defesa, há mais de 14 anos, tenho insistido na tese que nossas fronteiras só seriam devidamente protegidas e o tráfico combatido com a integração das forças de segurança públicas e o Exército Brasileiro, mas tenho visto as Forças Armadas ainda distante desse desafio", lamenta.

Marçal Filho também aponta a necessidade de integração dos países do Mercosul (Mercado Comum do Sul) nas políticas de segurança nas faixas de fronteira. “Não adianta apenas o governo brasileiro fazer sua parte na fronteira, se, por exemplo, o governo boliviano não fizer o mesmo para atacar a produção de folha de coca e o governo paraguaio não conter as plantações de maconha em suas terras", observa.

"Enquanto essa integração não ocorre de forma mais sistemática, cabe ao governo brasileiro vigiar as fronteiras com maior atenção, impedindo não apenas a entrada no país de maconha e cocaína, mas, também, de armas, munições, medicamentos sem registro na Anvisa, e, principalmente, o crack", finaliza o deputado, que é membro da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas.