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Política

Marcão se reconcilia com pastor Moacir, são as artes da política

Perdoar, é um gesto cristão, engolir sapo e enxergar no adversário de ontem, o aliado estratégico de amanhã, compõe a essência do ser político.

Flávio Paes/Região News

28 de Setembro de 2015 - 16:21

Só mesmo no âmbito do que se convencionou chamar de “arte da política”, a cena registrada nesta segunda-feira na Câmara, não causa espanto: a efusiva reconciliação entre os vereadores Marcos Roberto e Pastor Moacir Romeiro, agora novamente, companheiros de partido.

Não fez muito tempo assim, foi na sessão do dia 2 de março, exatamente quando tomava posse no Legislativo, assumindo a vaga de Ilson Peres, nomeado secretário de Governo, para Marcão o saudá-lo com um discurso desabafo, no qual acusou o pastor de ter tramado sua cassação, quando trocou o PSDB, pelo PROS.  

"O senhor não merece ser chamado de Pastor. Não merece meu respeito. Fala em nome de Deus, mas não pratica aquilo que prega. Jamais esperava esta atitude da sua parte”, proclamou o vereador, então do Solidariedade, ao iniciar suas queixas contra o colega recém-empossado. E emendou: “O senhor me usou. Eu levava no ônibus, sem cobrar nada, membros da sua Igreja. Depois tentou tirar meus votos. Sei que presenteou uma missionária, que o senhor sabe quem é, com uma motocicleta, fez doação de uma bomba d ‘água”, acusou Marcos Roberto sem apresentar provas das denúncias, que se confirmadas, caracterizariam compra de voto.

Perdoar, é um gesto cristão, engolir sapo e enxergar no adversário de ontem, o aliado estratégico de amanhã, compõe a essência do ser político.