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Política

Marcelo abandona neutralidade e articula apoio para eleger Jean presidente da Câmara

O posicionamento de Ascoli naturalmente descontentou os peemedebistas eleitos que decidiram manter a pré-candidatura do seu filiado.

Flávio Paes/Região News

24 de Dezembro de 2016 - 07:00

O futuro prefeito Marcelo Ascoli (PSL) está empenhado em viabilizar a eleição do petista Jean Nazareth para presidir a Câmara no biênio 2017/2018, contrariando seu discurso público de neutralidade na disputa. Marcelo manifestou este posicionamento numa conversa com o vereador eleito Carlos Tadeu, que na condição de integrante da futura maior bancada no Legislativo, a do PMDB, com três membros, trabalhava para ser o candidato da base aliada do futuro governo. Ele também iniciou conversações com o grupo de vereadores que esteve no palanque do PSDB.

De acordo com o professor Tadeu, o prefeito eleito argumentou que seu apoio à candidatura de Jean é um compromisso firmado na campanha, quando o petista abriu mão da vaga de candidato a vice-prefeito que tinha sido lhe oferecida, e quando o PT fechou aliança com PSL, em favor do PMDB (que indicou para o posto o advogado Wellison Muchiutti Hernandes). Além de ter o vice, o partido indicou dois secretários: Nilo Cervo, que comandará a Secretaria de Infraestrutura e o comando da Saúde, entregue ao farmacêutico Nélio Paim, que teve o aval do sogro, o produtor Valquirio Rossato, dirigente histórico do partido.

O posicionamento de Ascoli naturalmente descontentou os peemedebistas que decidiram manter a pré-candidatura do professor Tadeu. “Não tem nada decidido”, insiste em afirmar Jonas Rodrigues. O professor Tadeu diz que vai continuar trabalhando para ser o presidente do Legislativo até o dia da eleição, domingo, 1º de janeiro.

“Estamos conversando com todos os futuros colegas de Câmara. Deixei bem claro que não serei um presidente de oposição ao prefeito, pelo contrário, vamos trabalhar para ajudar sua administração”, argumenta o professor Tadeu.

Para viabilizar a eleição de Jean Nazareth, o futuro prefeito terá de garantir o apoio dos cinco vereadores eleitos no seu palanque, buscar o apoio de Kennedi Mitrioni Forgiarin e Celso Pereira que estiveram com o empresário Haroldo Calves (terceiro colocado na eleição), além de manter conversações para atrair pelo menos um voto de um dos oito eleitos no grupo que apoiou a reeleição do prefeito Ari Basso. “Vou tentar me eleger, se não conseguir, bola frente, vou fazer meu trabalho como vereador”, sustentou. 

Além de Jean e do professor Tadeu, outros dois vereadores, estão trabalhando para buscar a presidência: Vilma Felini, do PSDB e Cledinaldo Cotocio, do PROS. Um deles que conseguisse o consenso do grupo se elegeria, já que nas coligações do PSDB se elegeram oito dos 15 vereadores.