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Política

Menina de 7 anos com leishmaniose está em estado grave na Capital

A garota contraiu a doença em Três Lagoas, em setembro deste ano.

Correio do Estado

15 de Dezembro de 2016 - 15:27

Uma menina de sete anos esta internada em estado grave em hospital de Campo Grande por conta de complicações no estado clínico após contrair leishmaniose. A garota contraiu a doença em Três Lagoas, em setembro deste ano.

De acordo com Adriana Spazzapan, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, a criança deu entrada ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora em setembro e exames confirmaram leishmaniose. “Ela foi tratada, mas o quadro piorou, então foi encaminhada para Campo Grande”, disse.

Em Campo Grande, exames descartaram leishmaniose. Conforme Adriana, ela foi curada da doença, porém, o baço de Yasmim não parou de crescer. “Na verdade eu não sei o que houve, acredito que pode ter sido alguma complicação decorrente da doença, porém, não esta certo ainda”, disse.

Pelo WhatsApp, em um grupo, uma mulher pediu oração para a menina e disse que os médicos retiraram o baço dela e que já não tem mais esperança de que ela poderá sobreviver à complicação. “A última palavra é a de Deus, então continuemos orando pela Yasmim, filha da Valéria, que ela vai superar”, disse.

ESTATÍSTICAS E SINTOMAS

Somente neste ano, a Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas registrou 12 casos confirmados de leishmaniose, sendo que seis deles foram identificados em crianças de um mês a sete anos. Nenhuma morte foi registrada e onze deles foram tratados e curados. A menina, porém, segue na luta pela vida. No ano passado, a Vigilância registrou nove casos de leishmaniose.

Os principais sintomas de leishmaniose em humanos são febre irregular, prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele e ou das mucosas, falta de apetite, perda de peso, inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço. O diagnóstico da doença é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde. Sua detecção e tratamento precoce devem ser prioritários, pois ela pode levar à morte.