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Política

Oposição sofre baixa e Governo aprova regime de urgência para criação de conselho

Com o voto favorável do presidente da Executiva Municipal do Solidariedade, o médico Jurandir Cândido, foi aprovado por 7 votos a 6.

Flávio Paes/Região News

04 de Agosto de 2014 - 22:22

Após sucessivas derrotas na Câmara de Sidrolândia, o Governo Municipal conseguiu quebrar o até então aparente bloco sólido da oposição integrado por sete vereadores, que durante primeiro semestre impôs uma série de derrotas políticas a situação, obstruindo ou até rejeitando, qualquer proposta do Executivo, mesmo se fosse à mera criação de uma extensão escolar.

Com o voto favorável do presidente da Executiva Municipal do Solidariedade, o médico Jurandir Cândido, foi aprovado por 7 votos a 6, o pedido do Executivo de tramitação em regime de urgência do projeto que cria o Conselho Municipal das Cidades. O voto de minerva do presidente, Ilson Peres, desempatou a votação que estava 6 a 6.

O próprio Jurandir antes da sessão já havia antecipado aos seus colegas do Solidariedade, sua disposição de partir de agora adotar uma posição mais pragmática na deliberação dos projetos do Executivo. Ao invés de rejeitar previamente qualquer matéria oriunda do Executivo, o vereador do SDD, mostrou disposição de ser favorável ás propostas que julgar do interesse da cidade.  

Esta postura menos radical surpreendeu o vereador David Olindo que abandonou a sessão num silencioso protesto. Seu colega de bancada, o assentado Marcos Roberto, tentou argumentar que as duas semanas de tramitação do projeto (em regime de urgência) não seriam suficientes para analisar o projeto.

Debate

O líder do governo na Câmara, Waldemar Acosta (PDT), questionou u o líder da bancada dos solidários, Marcos Roberto, sustentando que 15 dias é tempo de sobra para analisar um projeto composto de 4 páginas, embora o vereador de oposição insistisse em afirmar que a proposta tinha mais de 30 laminas.

“São só 4 folhas excelência. Não é possível que queira mais tempo para ler e propor as mudanças necessárias num projeto que cria o Conselho Municipal da Cidade, uma exigência do Governo Federal, para o início das discussões sobre a revisão do Plano Diretor que terão de ser concluídas em 2015”, argumenta Acosta.

Waldemar disse que é “legítimo o direito da oposição de cumprir seu papel crítico. O que não se concebe é o radicalismo cego. O Conselho das Cidades é um instrumento de participação da sociedade. Não criar o colegiado é privar a população do seu direito de influir na formulação das políticas públicas”.