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Política

Orro depõe e diz que irá apresentar defesa complementar

Ele prestou depoimento nesta quarta.

Midiamax

07 de Dezembro de 2016 - 14:23

O deputado estadual Felipe Orro (PSDB) prestou depoimento à corregedoria da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) nesta quarta-feira, após adiamento de uma semana. Ele relatou que falou ao corregedor, parlamentar Mauricio Picarelli (PSDB) e referendou o que já havia dito. Orro destacou que teve acesso aos demais depoimentos e irá apresentar defesa complementar.

“Eu prestei depoimento ao colega Picarelli por cerca de 15 minutos e somente confirmei o que já havia dito. Minha defesa é a gravação, basta ouvir e ver que eu não falei nada. Ouvi a gravação e agradeci o colega”, disse Felipe.

O deputado voltou a dizer que não sabia que estava sendo gravado. “Não conheço este pastor, peguei por um acaso o celular dele par retornar uma ligação, ele me ofereceu o aparelho e sou mais vitima que todos dessa história, pois não sabia que estava sendo gravado e não disse nada, apenas ouvi. Tive acesso aos demais depoimentos e vou apresentar minha defesa complementar por que tem alguns pontos que quero esclarecer”, disse sem entrar em detalhes.

“O deputado Corrêa [Paulo Corrêa – PR] aparentava muito nervoso, não sei por que e somente o deixei falar. Essa história tomou uma proporção desnecessária, por puro jogo de momento político, até por que o fato ocorre há mais de um ano e eu já vinha sofrendo chantagem sobre o fato”, concluiu.

Sobre a relação dele e de Correa ter ficado abalada, Orro resumiu-se a dizer, “normal não está”. Ao ser questionado sobre o depoimento, o corregedor Picarelli diz que durou cerca de 45 minutos, diferente do que falou Orro. Segundo ele, agora irá pedir ao Ministério Público uma cópia da transcrição que eles têm da gravação para comprar com a dele e ver a veracidade.

“Vou pedir estes documentos e em breve darei meu parecer. Vou definir se houve quebra de decoro parlamentar ou não e encaminhar para a mesa diretora”, destacou Picarelli.

Orro e o parlamentar e Paulo Correa (PR) foram flagrados em uma conversa telefônica na qual o republicano orientava o colega a instalar um ‘ponto fictício’ para registrar frequência dos servidores lotados em seu gabinete.

Durante seu depoimento a Picarelli, Corrêa revelou que pediu desculpas ao colega Zé Teixeira (DEM), já que no áudio divulgado ele ofende o democrata ao dizer que o atual 1º secretário da Casa teria ‘inveja’ pelo número maior de comissionados lotados nos gabinetes de Orro e do próprio Paulo Corrêa.

O deputado do PR voltou a afirmar a Picarelli que se equivocou com o termo ‘folha fictícia’, quando na verdade queria dizer que os servidores do gabinete de Orro deveriam era assinar o ponto de forma escrita e literal.