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Política

Para Fabio Trad manutenção do mandato de Donadon deixa a Câmara "em coma"

O fim do voto secreto no Congresso Nacional tem sido uma bandeira de Fabio Trad. Para o deputado sul-mato-grossense, trata-se de um tema capital para o fortalecimento da democracia.

Assessoria

29 de Agosto de 2013 - 08:40

O deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS) fez ontem, na Câmara Federal, um contundente desabafo (veja aqui - http://youtu.be/EZ8eZGhPZhs) após a divulgação do resultado da votação secreta que negou a cassação do deputado federal Natan Donadon (ex-PMDB-RO), encarcerado desde o dia 28 de junho em um presídio do Distrito Federal após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 233 votos pela cassação (24 a menos do que o mínimo necessário), contra 131 pela absolvição e 41 abstenções.

"Hoje esta legislatura desceu ao seu nível mais baixo, atentou contra tudo o que há de sensato e razoável na ordem política. Devo dizer que quem está de luto não é o parlamento brasileiro, quem está de luto é o povo, com uma demonstração tão sórdida e bisonha de um resultado que demonstrou muito menos solidariedade e muito mais cumplicidade. Por isso, eu digo que esta legislatura, hoje, com este resultado, entrou em coma. Se nós não aprovarmos o voto aberto, ela morrerá antes de chegar ao seu fim. Eu lamento e, de certa forma, me sinto envergonhado de ser deputado”.

O resultado representa uma afronta ao STF e um prenúncio da resistência que a Casa deverá ter em cassar o mandato dos quatro deputados condenados no processo do mensalão: João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e José Genoino (PT-SP).

Condenado a mais de 13 anos de prisão pela mais alta corte do país pelo desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia de Rondônia por meio de contratos de publicidade fraudulentos, Donadon foi expulso do PMDB e estava isolado politicamente.

Voto Aberto

O fim do voto secreto no Congresso Nacional tem sido uma bandeira de Fabio Trad. Para o deputado sul-mato-grossense, trata-se de um tema capital para o fortalecimento da democracia. “Voto secreto não combina com um Estado republicano que constitucionaliza o principio da transparência”, afirmou.

Trad defende que a instituição do pleno voto aberto significará a reconciliação do Parlamento com a sociedade brasileira. “De que maneira a população pode avaliar seus representantes se ela não sabe como eles estão votando?”, questiona.

A medida deixará clara para o eleitor a posição dos parlamentares. "Como representante do eleitor temos a obrigação de ter a nossa posição transparente. O cidadão tem o direito de saber de que maneira estamos apreciando os projetos. O voto aberto é uma espécie de prestação de contas à sociedade", defende o deputado de MS.