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Política

Pela 3ª vez projeto do PSDB de fazer Vilma presidente esbarra no veto dos vereadores

Os vereadores garantem que esta resistência às pretensões de Vilma tornar-se presidente da Câmara não é uma questão pessoal, mas de estratégia política.

Flávio Paes/Região News

30 de Dezembro de 2016 - 13:42

Com a iminente eleição no próximo domingo de Jean Nazareth em chapa única, estará consumada a terceira tentativa frustrada da vereadora Vilma Felini de presidir a Câmara Municipal de Sidrolândia, nos últimos quatro anos. Mais uma vez o projeto da vereadora esbarra no veto dos seus próprios colegas, embora ela contasse com o apoio da cúpula do PSDB, que contabiliza agora duas derrotas consecutivas nesta disputa com um colegiado muito específico.

Esta trilogia de derrotas começou logo após a eleição de 2012, quando foram conduzidas as articulações para a escolha da Mesa Diretora da Câmara do período 2013/2014. O então prefeito eleito Enelvo Felini (com quem na época ainda era casada) queria fazer de Vilma a presidente da Câmara, cargo que depois de anulada a eleição (com a cassação do registro da candidatura de Enelvo) tornou se ainda mais estratégico, porque o ocupante seria prefeito interino por 90 dias até a eleição suplementar programada para março.

Muito embora os tucanos tivessem saído da eleição com a maior bancada (4 integrantes), Vilma não conseguiu se viabilizar. É que os dois vereadores petistas eleitos no palanque tucano (Sérgio Bolzan e Edvaldo dos Santos) condicionaram manter o compromisso de garantir (com seus votos) o PSDB na presidência, desde que a vereadora não fosse a presidente.

Diante do impasse, que poderia abrir caminho para a vitória de um representante da oposição, a alternativa acabou sendo a indicação de Ilson Peres, que só se elegeu, porque Bolzan (votado pela oposição) não votou em si mesmo, preferindo ficar como vice-presidente.

Em 2014, dois anos depois, o PSDB (ou pelo menos a cúpula partidária) reapresentou Vilma como candidata à sucessão de Ilson Peres. Acabou atropelada pelo vereador David Olindo, na época o oposicionista mais estridente.

Olindo, com a experiência de quem exercia seu quinto mandato, atraiu dois tucanos para sua órbita de influência (Marcos Roberto e Mauricio Anache) e mais o médico Jurandir Cândido (eleito pelo PMDB), formando uma bancada de quatro vereadores. Resultado se elegeu presidente assegurando os votos de Edvaldo dos Santos (indicado 2º secretário) e de Nélio Paim (eleito 1º secretário).

Desta vez, a história se repetiu. O PSDB sofreu a segunda derrota consecutiva, embora liderasse um bloco de 8 dos 15 vereadores. Com consenso, poderia eleger a Mesa Diretora sem compor. O grupo rachou entre as pretensões da vereadora (que não conseguiu apoio nem seu colega de bancada, Valdecir Carnevalli) e do vereador Cledinaldo Cotócio. Ele, juntamente com Edno Ribas e Otacir Figueiredo, acabaram preferindo apoiar a eleição de Jean Nazareth, apoiado pelo prefeito eleito.

Os vereadores garantem que esta resistência às pretensões de Vilma tornar-se presidente da Câmara não é uma questão pessoal, mas de estratégia política. A avaliação é que ascensão da vereadora traria a reboque o fortalecimento de Enelvo Felini, um concorrente direto de Gerson Claro na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. O vereador Edno Ribas segue fielmente a orientação política de Gerson.