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Política

População não aguenta mais os camaleões da política, afirma Fabio Trad

Para o deputado, fazer oposição é tão importante para o regime democrático quanto exercer o governo

Assessoria

06 de Agosto de 2013 - 09:53

O deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS) afirmou nesta terça-feira (6) que “o fim do tempo do político camaleão já foi anunciado pelas ruas”. Foi uma reação à reportagem da jornalista Roberta Cáceres, publicada na edição de hoje do jornal Correio do Estado, segundo a qual setores da oposição ao prefeito Alcides Bernal na Câmara Municipal de Campo Grande – inclusive integrantes do PMDB – estariam negociando apoio com a Prefeitura.

Segundo a reportagem, Bernal conta com o apoio do PP, PT, PPS e PRB, por meio dos vereadores Cazuza, Chocolate, Marcos Alex, Ayrton Araújo, José Orcírio Miranda dos Santos, Gilmar da Cruz e Luiza Ribeiro. Os vereadores Rose Modesto e João Rocha (PSDB), que se declaram independentes, costumam votar junto com a base aliada. Mais três vereadores têm mantido constante diálogo com o prefeito: Paulo Pedra (PDT), Edson Shimabukuro (PTB) e Alceu Bueno (PSL). Os indícios de adesão de outros vereadores, que até então integravam a oposição preocupa.

Segundo Fabio Trad, o PMDB foi eleito pelo povo em 2012 para atuar como oposição ao governo Bernal. Para o deputado, fazer oposição é tão importante para o regime democrático quanto exercer o governo. “A bancada do PMDB na Câmara Municipal precisa continuar unida em torno do pacto político celebrado em 2012 quando os eleitores os escolheram para fiscalizar o Executivo e fazer o contraponto republicano das ações de governo”, afirmou.

Sobre a possibilidade de vereadores do PMDB apoiarem o Governo Bernal, Fabio foi incisivo: “Qualquer demonstração de tibieza ou pusilanimidade constituirá grave atentado à soberana vontade popular e aos princípios estatutários do partido que, em tese, preveem até mesmo a expulsão dos seus quadros em caso de infidelidade às orientações da bancada”.

O prefeito de Campo Grande tem hoje votos suficientes na Câmara Municipal para escapar da cassação do mandato numa eventual comprovação de crime de responsabilidade, mas não para impedir a abertura de uma Comissão Processante. Para a abertura de processo são necessários, no mínimo, 15 votos favoráveis, e para cassação é indispensável apoio de dois terços dos vereadores, ou seja, 20 votos. A defecção de peemedebistas para a base de apoio de Bernal agravaria este quadro.

“Na atual conjuntura política que vive Campo Grande, com CPIs apurando e constatando graves ilegalidades com o dinheiro dos contribuintes, os passos trêfegos de um ou outro membro da oposição convidam a suspeitar que ações espúrias vindas do subterrâneo da política estão desvirtuando a correlação de forças para beneficiar os transgressores da lei”, afirmou Fabio Trad.

Para o deputado sul-mato-grossense, a população não suporta mais assistir à mudança repentina de comportamento político de quem foi eleito para fazer oposição e, com a primeira mudança de nuvem, adere a situação em um passe de mágica: “Ou se é oposição; ou se é governo. Por isso, exorto, como peemedebista, a bancada de vereadores do PMDB a resistir - como creio que vem resistindo - a todos os tipos de investidas da baixa política a fim de não macular a bandeira do partido bem como as suas próprias biografias”, concluiu.