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Política

Pressionado,Reinaldo Azambuja diz que não aceita ser vice de ninguém em 2014

Ao falar sobre os projetos Pensando Campo Grande e Pensando Mato Grosso do Sul, Reinaldo lembrou que boas ideias vêm antes de nomes e de coligações.

Willams Araújo

11 de Setembro de 2013 - 15:33

Surpresa nas eleições para prefeito de Campo Grande, no ano passado, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) continua sendo assediado pelos principais líderes políticos do Estado visando à disputa para o governo em 2014. Mas avisou que, além de não querer tentar a reeleição,  não aceita ser candidato a vice de ninguém no próximo pleito.

Da mesma forma que nas últimas eleições municipais, o tucano enfrenta pressão de todos os lados, inclusive do PT e do PMDB, para que faça parte de seus projetos políticos.  Questionado, Reinaldo até admite compor com outros grupos políticos. No entanto, deixa claro que só aceita concorrer ao Governo ou ao Senado.

“Não  serei candidato à vice de ninguém. Essa possibilidade está descartada. Posso concorrer ao Senado ou ao Governo, mas isso será definido apenas no ano que vem”, afirmou o deputado em recente entrevista  ao programa Tribuna Livre, da FM Capital.

O líder tucano está sendo cortejado pelo senador Delcídio do Amaral (PT), que deseja vê-lo concorrendo ao Senado em sua chapa, e pelo PMDB do governador André Puccinelli, cujo pré-candidato é o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad.

Apesar da costura política que vem sendo alinhavada no âmbito das cúpulas partidárias,  Reinaldo enfrenta algumas resistências, como é o caso do PT, que trabalha o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff, enquanto o PSDB tenta viabilizar a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB/MG) ao Palácio do Planalto.

PENSANDO MS

Na entrevista, Reinaldo também falou sobre outros pontos, entre os quais, o momento atual do legislativo brasileiro e dos projetos Pensando Campo Grande e Pensando Mato Grosso do Sul, além do apoio do PSDB durante o segundo turno das eleições ao prefeito Alcides Bernal.

Ao falar sobre os projetos Pensando Campo Grande e Pensando Mato Grosso do Sul, Reinaldo lembrou que boas ideias vêm antes de nomes e de coligações. “Esses projetos surgiram para descobrirmos o que interessa à população e assim poderemos saber que rumo tomar”, explicou. O deputado acredita que a política, atualmente, segue rumos contrários a esse.

“Hoje a política se ‘fulanizou’, só se discutem nomes. Mas o que vamos propor ao Estado? Apenas os nomes? Ou temos uma proposta? Por isso se priorizou o Pensando MS, nós queremos construir uma proposta”, explicou.

Sobre Bernal, disse: “ele  recebeu nosso plano de governo e disse que usaria como ferramenta em sua administração. Firmamos um compromisso, o qual ele assinou. Mas, em momento algum ele voltou a procurar o partido”, afirmou.

O deputado destacou que o PSDB não faz parte da atual administração, mas a expectativa é que o prefeito faça uma boa gestão. “Espero que ele faça um bom mandato. Foi eleito para resolver os problemas da cidade e espero que isso aconteça”, explicou.

Conforme Reinaldo, o interesse dos brasileiros está bem claro e foi demonstrado nos protestos desde junho. “Precisamos de boa gestão para acabar com a corrupção, que corrói boa parte dos recursos do País”, destacou, ao apontar que a classe política precisa entender o recado das ruas.

Ele também lembrou o mau exemplo dado pela Câmara no episódio envolvendo o deputado Natan Donadon (PMDB-RO). “Esse tipo de acontecimento é o que tem desgastado a imagem dos políticos brasileiros”, disse.

Reinaldo acredita que se as respostas dos governantes e da classe política não começarem a aparecer, a população voltará a se manifestar com mais protestos.

“Como membro da Comissão de Cidadania e Justiça, nós dizíamos que a cassação de parlamentares condenados em última instância deveria ser um rito sumário da Mesa Diretora. A oposição apontou que isso deveria ser decidido em Plenário.”