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Política

PSDB evita agora falar sobre eleições e muda foco para o “Pensando MS

Na terça-feira (27), Azambuja publicou artigo na imprensa, manifestando posição de que a antecipação do debate eleitoral é nociva à sociedade.

Willams Araújo/Cojuntura Online

28 de Agosto de 2013 - 13:29

PSDB evita agora falar sobre eleições e muda foco para o “Pensando MS

As principais lideranças do PSDB em Mato Grosso do Sul estão tentando dar uma trégua em torno do processo sucessório estadual, o qual consideram prematuro discutir o assunto faltando mais de um ano para as eleições de 2014.

A estratégia tucana surge somente agora após o deputado federal Reinaldo Azambuja, principal expoente do partido no Estado, ter confirmado à imprensa conversas com o senador Delcídio do Amaral (PT) em torno de possível aliança visando à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB), no ano que vem.

Essa costura política vem sendo alinhavada entre os dois líderes políticos desde o segundo turno das eleições para prefeito de Campo Grande em 2012, quando Azambuja e Delcídio decidiram caminhar juntos para derrotar o candidato do PMDB, deputado federal Edson Giroto, e dar respaldo à campanha vitoriosa de Alcides Bernal (PP).

Considerado grande surpresa na disputa pela prefeitura da Capital, quando ficou em terceiro lugar e por pouco não passou para o segundo turno, Azambuja está sendo lembrado como possível candidato ao governo ou ao Senado, dependendo das circunstâncias políticas.

O líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Professor Rinaldo, considera prematuro discutir o encaminhamento das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul.

"Temos que acabar com este vício de futurologia e de ‘achismos’ de candidaturas e coligações. O povo quer saber de projetos com seus interesses. O povo não saiu às ruas para as coisas continuarem como estão. Desde as últimas eleições o PSDB vem ao encontro destes anseios clamados nas ruas porque nós ouvimos as pessoas", afirmou o deputado tucano.

Na terça-feira (27), Azambuja publicou artigo na imprensa, manifestando posição de que a antecipação do debate eleitoral é nociva à sociedade.

“Nos últimos dias constatamos a existência de um surto especulativo em torno de candidaturas apressadas, de supostas estratégias eleitorais encaminhadas, de alianças partidárias imaginárias, como se isso fosse a essência da política, num grave descuido com os temas que afligem as pessoas no dia a dia”, grifou o deputado em seu texto.

Diante disso, o líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Professor Rinaldo, decidiu se manifestar publicamente, comentando por meio de release distribuído à imprensa, os pontos de vista defendidos pelo correligionário. 

Rinaldo diz concordar com a perspectiva de Azambuja. Ele também faz coro à importância para Mato Grosso do Sul do projeto Pensando MS, que está sendo executado pelo PSDB, com o objetivo de buscar subsídios para elaboração de uma proposta de governo para o Estado.

“O Pensando MS busca base e propostas feitas pelo povo atendendo os anseios cotidianos. Com o Pensando MS, estamos percorrendo as cidades de Mato Grosso do Sul para elaborar um projeto político sem antecipação, estamos escrevendo as propostas junto com a população de cada município sul-mato-grossense porque política se faz com o povo", afirmou Rinaldo.

No artigo, quanto ao Pensando MS, Azambuja diz: “Queremos ouvir, discutir, compreender as diferenças regionais, conhecer os olhares diferenciados, a diversidade de pensamento e de cultura, os enfoques econômicos, empresariais – enfim, queremos saber quais são as reais expectativas da sociedade em relação ao futuro e como podemos construir um Estado que emane da vontade geral e não de alguns iluminados”.

ASSÉDIO

Bom de votos, Azambuja também está sendo assediado pelo PMDB, partido como qual rompeu na campanha eleitoral de 2012 depois de uma aliança histórica em Mato Grosso do Sul.

Ainda indefinido, o PMDB está entre o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, e a vice-governadora Simone Tebet. No entanto, não descarta a possibilidade de abrir mão de candidatura própria para apoiar ou Delcídio ou Azambuja em 2014.