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Política

PSL terá 'poucos' e 'bons' candidatos em Mato Grosso do Sul, diz senadora

Segundo a presidente do PSL em Mato Grosso do Sul, a senadora, a sigla irá disputar a prefeitura em pelo menos 14 cidades

Campo Grande News

07 de Janeiro de 2020 - 16:16

PSL terá poucos e bons candidatos em Mato Grosso do Sul, diz senadora

Depois da "onda Bolsonaro" que elegeu dois deputados estaduais, dois deputados federais e uma senadora em Mato Grosso do Sul na eleição de 2018, o PSL aposta na bandeira conservadora para eleger "poucos" e "bons" candidatos na disputa municipal deste ano. Desta vez, sem o nome do presidente, Jair Bolsonaro, que deixou a legenda em novembro do ano passado.

Segundo ela, a sigla irá disputar a prefeitura em pelo menos 14 cidades no Estado, entre elas Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ponta Porã e Três Lagoas.

O deputado estadual Renan Contar é cotado para a disputa na Capital. "O nome dele está certo", garantiu a senadora. Apesar de estar na lista de possíveis nomes do partido, Contar foi um dos parlamentares de Mato Grosso do Sul que anunciou a saída da legenda em novembro, após a saída de Bolsonaro. Eleito pela primeira vez em 2018, o deputado foi incisivo no posicionamento. “Eu sigo o líder”, afirmou na época referindo-se ao presidente.

Para completar a chapa na disputa a prefeitura, a senadora adiantou que o partido articula o nome do candidato a vice-prefeito, mas não revelou quem é. "É uma pessoa de conduta bem ilibada", disse. A definição depende da situação do nome cotado, que pode ir para o PSL ou permanecer no seu partido, possibilitando uma coligação.

Já para a disputa por cadeiras nas câmaras municipais do Estado, o partido segue o caminho contrário. A senadora aponta que a legenda tem "muitos nomes" para  vereadores. "Nosso desafio é lançar mais de 30% de candidatas mulheres, não quero lançar o mínimo", explicou. Os candidatos que irão disputar o legislativo municipal serão preparados. Segundo ela, quem for disputar a eleição terá acesso a materiais de liberalismo econômico, por exemplo.

Sem Bolsonaro - O presidente Jair Bolsonaro anunciou no final do ano passado que iria deixar a legenda No dia 19 de novembro, ele assinou a desfiliação do PSL e poucos dias depois realizou, em Brasília, um ato de lançamento do novo partido: o Aliança pelo Brasil.

Com a transição da principal liderança, parlamentares do Estado também anunciaram a saída do PSL. Na lista, além de Contar estão o deputado federal Luiz Ovando e o deputado estadual Carlos Alberto David. Em 2019, Ovando chegou a pedir desfiliação do PSL, por justa causa alegando que não existe “clima político” para continuar na legenda. A solicitação está tramitando no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Dois meses depois, o balanço do partido feito pela senadora é positivo. Segundo ela, saída de Bolsonaro não afetou o tamanho do partido no Estado. "A diminuição de filiados foi muito pouca. Ainda não temos esse balanço, mas não foi grande. Ainda somos o único partido assumidamente de direita: conservador nos costumes e liberal na economia", detalhou.

PSL - O PSL elegeu os primeiros representantes em Mato Grosso do Sul na última eleição. Os dois deputados estaduais, Renan Contar e Carlos Alberto David da legenda foram os mais votados para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com 78 mil e 45 mil votos respectivamente. Para a Câmara dos Deputados, a sigla elegeu os deputados federais Loester Trutis e Luiz Ovando com com 56 mil e 50 mil votos respectivamente. Além da senadora Soraya Thronicke foi eleita com 373 mil votos.

No Estado, o presidente Jair Bolsonaro liderou a votação nos dois turnos. No primeiro turno recebeu 46% dos votos válidos. Já no segundo turno, ele venceu em Mato Grosso do Sul com 55% dos votos.

Os deputados estaduais Renan Contar e Carlos Alberto David foram procurados pela reportagem, mas não atenderam ou retornaram as ligações.