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Política

PT pode perder bancada na Câmara com desfiliação de Vadinho e Bolzan

O partido se dividiu, indicando o vice na chapa do candidato pemedebista Acelino Cristaldo e outro grupo (no qual estavam inseridos os vereadores) apoiou o candidato tucano

Flávio Paes/Região News

25 de Junho de 2015 - 15:05

A abertura de uma janela para a troca de partido sem risco de perda do mandato, já aprovada pela Câmara Federal, pode ser a senha para os dois vereadores do PT deixarem o partido que perderia sua representação no Legislativo sidrolandense. O vereador Edivaldo dos Santos, petista histórico, está descontente com o que avalia “desprezo” a forma como  vem sendo tratado pelo diretório municipal e principais lideranças partidárias no âmbito regional.  Os vereadores tem até o dia 05 de outubro (quando estará faltando um ano para eleição) para decidirem  em qual partido vão se filiar.

PT pode perder bancada na Câmara com desfiliação de Vadinho e BolzanSeu colega Sérgio Bolzan, que é de outra corrente, embora não confirme, nem desminta, pode estar a caminho do PSB, partido onde já estão lideranças petistas, como o ex-presidente Gilmar Antunes, com as quais sempre esteve próximo. Vadinho, que construiu sua militância na defesa de bandeiras dos sem-terra , assentados (natural, já que é assentado no Geraldo Garcia), população indígena, está desencantado com seus companheiros de PT.

"Fui candidato a deputado estadual com a cara e a coragem. Estou sendo desprestigiado pelo partido. Tomo conhecimento das reuniões do diretório municipal só depois que acontecem. O senador Delcídio e o deputado Zeca do PT preferem receber adversários do PSDB, o presidente da Câmara. O Vander (deputado federal) e Cabo Almi (deputado estadual) estiveram na cidade e só se reuniram com o vice-prefeito", reclama.

O vereador diz que neste ano não conseguiu agenda nenhuma reunião com os deputados e o senador Delcidio para reivindicar uma emenda que seja para beneficiar Sidrolândia com recursos estaduais ou da União. Se de fato ficar confirmada a saída dos vereadores, será um duro golpe para o projeto eleitoral do partido que em 2012 era cobiçado pelo PMDB e PSDB para uma aliança.

O partido se dividiu, indicando o vice na chapa do candidato peemedebista Acelino Cristaldo e outro grupo (no qual estavam inseridos os vereadores) apoiou o candidato tucano, primeiro Enelvo Felini e depois Ari Basso. Para 2016 havia uma perspectiva do PT lançar candidato a prefeito, que eventualmente poderia ser o vice-prefeito Marcelo Ascoli, que ainda permanece tucano.