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Política

Racha coloca vereadores do PDT em chapas diferentes na disputa pelo diretório estadual

Como presidente do diretório municipal, Waldemar é delegado à convenção (independente de quem seja o futuro presidente da Executiva), enquanto Edno será o suplente.

Flávio Paes/Região News

19 de Junho de 2015 - 14:21

O racha na cúpula regional do PDT, que levou ao adiamento por uma semana da eleição do novo diretório, colocou em chapas diferentes os dois vereadores do partido na Câmara de Sidrolândia: Waldemar Acosta e Edno Ribas. Waldemar está na chapa encabeçada pelo deputado federal Dagoberto Nogueira, enquanto Edno, por orientação do presidente do Detran, Gerson Claro, está na chapa do ex-deputado Franklin Marhura, atual presidente, indicado pelos três deputados estaduais: Beto Pereira, George Takimoto Felipe Orro. Como presidente do diretório municipal, Waldemar é delegado à convenção (independente de quem seja o futuro presidente da Executiva), enquanto Edno será o suplente.

Embora atuem de forma harmônica na Câmara, na questão do diretório estadual os dois vereadores estão em campos opostos por conta de circunstâncias específicas. Waldemar coordenou a campanha de Dagoberto na cidade para deputado federal, enquanto Edno, trabalhou na dobradinha Teresa Cristina/Beto Pereira.

Por traz deste racha há uma questão de fundo que envolve a eleição da Capital. Dagoberto Nogueira quer se candidatar a prefeito e num eventual segundo turno, apoiaria o candidato do ex-governador André Puccinelli, se ele próprio não for candidato. O grupo dos deputados estaduais tende a lançar o deputado Felipe Orro ou compor com o candidato apoiado pelo governador Reinaldo Azambuja, já que estão na base do Governo.

De acordo com o deputado estadual Beto Pereira (PDT), Dagoberto teria retirado sete nomes desta lista e colocado em seus respectivos lugares, pessoas ligadas a ele, para garantir maioria no diretório, o que não tinha sido acordado com as demais lideranças.

"No dia 18 de junho retiraram estes nomes e colocaram outros, nós então não aceitamos e combinados de fazer uma nova chapa, para disputar a executiva estadual, pelo cargo da presidência", disse Beto Pereira. Esta ação provocou uma tensão no evento do PDT, que tinha como objetivo apenas homologar a nova composição, tendo Dagoberto como provável presidente.

Dagoberto explicou que retirou estes sete nomes, porque foram apresentados fora do prazo e depois poderia gerar ações na Justiça para até cancelar a convenção, como foi feito em outras vezes. "Se tratou de uma segurança legal, mas percebi que apesar do acordo, eles tinham reuniões depois para conseguir maioria contra mim", disse ele.

Com este conflito, o presidente nacional, que veio participa do evento em Campo Grande, sugeriu que uma nova lista do diretório fosse formada, tendo então a inclusão dos nomes retirados. Com isto esta composição ficou com 78 integrantes, tendo cinco dias úteis, para resolver como será composta a executiva nacional.

"Tempo para se pensar com calma, buscar entendimento e consenso, se não houver, volto aqui na semana que vem para sabe como vai ficar", disse Lupi.