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Política

Reinaldo critica descaso do Governo de Mato Grosso do Sul com a segurança

Ele lembrou que a área é uma das quatro prioridades de seu plano de governo, ao lado da saúde, educação e geração de emprego e renda.

Assessoria

17 de Julho de 2014 - 10:54

Candidato a governador classifica como inaceitável e absurda situação de presos em São Gabriel do Oeste, encontrados enjaulados em delegacia da Polícia Civil. O candidato a governador Reinaldo Azambuja (PSDB) classificou como inaceitável e absurda a situação de cinco presos da delegacia de São Gabriel do Oeste, encontrados esta semana em uma cela improvisada nos fundos da delegacia, sem banheiro nem cama.

Segundo Reinaldo, o caso denunciado pela imprensa em rede nacional é mais um retrato do descaso do Governo do Mato Grosso do Sul com a segurança pública no Estado. Ele lembrou que a área é uma das quatro prioridades de seu plano de governo, ao lado da saúde, educação e geração de emprego e renda.

"O que vimos na imprensa causa indignação porque expõe a incompetência do Governo do PMDB, a falta de uma política pública para solucionar os problemas da segurança no Estado. Precisou de uma denúncia da imprensa para que os presos fossem transferidos", disse o candidato.

"Inclusive, vamos trazer para um seminário na próxima semana, o pesquisador Bráulio Figueiredo Alves da Silva, do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma das mais renomadas instituições de pesquisa sobre violência e criminalidade. Precisamos de um novo olhar, de ações inovadores, para garantir mais segurança à população", completou Reinaldo, que na semana passada se reuniu com delegados para discutir as propostas de melhoria na área.

Segundo a Polícia Civil, a Coordenadoria das Varas de Execução Penal de Mato Grosso do Sul (Covep), responsável pela transferência dos presos, não encontra vagas no sistema carcerário. Em Mato Grosso do Sul, o déficit é da ordem de 6 mil vagas no sistema penitenciário. São cerca de 12.300 detentos para 6.440 vagas. O próprio delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Razanauskas Neto, admite em reportagem a incapacidade do governo em resolver o problema. "Nós estamos trabalhando com aquilo que nós temos", disse.

Para Reinaldo Azambuja, além da condição subumana, a situação na Delegacia de São Gabriel do Oeste também compromete a segurança da população e dos policiais civis, já que os presos, acusados de homicídios, furtos e tráfico de drogas, são vigiados por apenas um policial. "Vamos criar um novo modelo de gestão da segurança pública com a participação mais efetiva da sociedade nas decisões de governo, capaz de dar mais segurança à população, valorizar os profissionais da área e melhorar a infraestrutura", disse Reinaldo.