Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 30 de Setembro de 2020

Política

Sem candidato, PSD pode se aliar ao MDB e emplacar vice

Em conversas que manteve neste sábado com dirigentes partidários, mostrou-se convencido de que a saída cdo prefeito do processo eleitoral fortaleceu seu projeto de voltar a administrar Sidrolândia pela quinta vez.

Flávio Paes/Região News

13 de Setembro de 2020 - 22:17

Clayton Ortega. Foto: Leoni Marcos/Região News

Atento aos desdobramentos da decisão do prefeito Marcelo Ascoli, que desistiu de disputar a reeleição, o ex-prefeito Daltro Fiúza aguarda as próximas horas, quando baixar a "poeira" desta tempestade, para iniciar os entendimentos visando atrair para seu palanque o grupo de Ascoli e até o PT que literalmente, pelo menos por enquanto, estão órfãos de um candidato a prefeito.

Em conversas que manteve neste sábado com dirigentes partidários, mostrou-se convencido de que a saída cdo prefeito do processo eleitoral fortaleceu seu projeto de voltar a administrar Sidrolândia pela quinta vez. "Não há dúvida de que a candidatura do Daltro foi a grande beneficiaria dos últimos acontecimentos" , acredita o ex-secretário de Saúde, Nélio Paim, filiado ao PSB,  uma alternativa para ser o vice de Daltro.

Nelinho se habilita ao posto pelas ligações familiares com o partido de Fiúza (sua esposa é pré-candidata a vereadora pelo MDB) e com os Trad, que controlam no Estado o PSD, partido do prefeito. Até por uma questão de falta de um plano B (pouca gente acredita que o grupo do prefeito vai abraçar a candidatura do ex-vereador Ademir Osiro,) o caminho natural do PSD é se coligar ao MDB. "Se em 2016 nos apoiamos o dr Marcelo, não teria nada demais, o grupo retribuir, se juntando aos partidos que vão estar na campanha do Daltro", acredita o vereador professor Tadeu.

Embora o PSD, não tenha um quadro de  pré-candidatos a vereador com grande densidade eleitoral, o simples fato de junto com o apoio do partido, vir o peso de seu dirigentes estarem no controle da máquina administrativa municipal torna a legenda atraente para quem está na oposição e tendo como principal adversário, o ex-prefeito Enelvo Felini, respaldado pelo governador Reinaldo Azambuja, alinhado com o grupo do deputado Gerson Claro e  majoritariamente aliado dos produtores rurais da cidade.

O senador Nelson Trad Filho, presidente regional do PSD, entrevistado sábado à noite pela reportagem do RN, fez uma observação que embora seja óbvia, ganha relevância por ter sido feita por um personagem relevante no contexto político estadual: por mais desgaste que qualquer governo tenha, quem  está no controle de gestão pode sair da urna com até  20% dos votos.

Há uma engrenagem de servidores contratados, fornecedores, que certamente, por razões óbvias, são mais propensos apoiar candidatos de quem os apadrinhou.

Traduzindo para a conjuntura do contexto atual da política sidrolandense; estar no comando da prefeitura, dá ao PSD cacife para pleitear a vaga de vice do MDB e o nome disponível, é o de Ademir Osiro, que embora não tivesse nenhuma proximidade com o grupo do prefeito, já estava no PSD, por orientação de Nelsinho, antes mesmo de Marcelo Ascoli assumir o diretório do partido em Sidrolândia.

"Estamos abertos a todas as possibilidades", admite o presidente da Executiva Municipal, secretário Clayton Ortega que já vem mantendo conversações com Osiro. Para ganhar mais tempo, Ortega adiou a convenção do partido de terça para quarta-feira, último prazo fixado pela legislação eleitoral para homologar candidaturas e alianças.

No dia 16, já terá acontecido a homologação da candidatura de Daltro que terá o aval do Diretório para fechar alianças e mudar a composição da chapa (inclusive indicar o vice) até o dia 26, prazo final para entregar a versão da ata da convenção na Justiça Eleitoral e protocolar o pedido de registro das candidaturas.