Política
Senado aprova porte de arma de fogo para agentes de trânsito em serviço
Pela proposta, agentes deverão comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica para portar arma. Como já havia sido aprovado pela Câmara, projeto vai à sanção presidencial.
G1
28 de Setembro de 2017 - 07:33
O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) um projeto que autoriza o porte de arma de fogo para agentes de trânsito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios quando eles estiverem em serviço.
A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e, por isso, segue agora para a sanção do presidente da República, Michel Temer.
Pelo projeto, a autorização para o porte de arma está condicionada à comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio da arma.
O texto estabelece também que a autorização para o porte de arma de fogo dos agentes de trânsito está condicionada não só ao interesse de ente federativo que os subordina como à sua formação funcional em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno.
A proposta é de autoria do ex-deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF) e foi relatada pelo senador José Medeiros (Pode-MT).
Existe uma premente necessidade de os agentes de trânsito serem autorizados a portar arma de fogo, quando em serviço. É inegável que a fiscalização do trânsito envolve riscos consideráveis, pois os agentes são encarregados de fiscalizar vias públicas e não raro se deparam com condutores embriagados, exaltados e violentos, justificou o relator.
Além disso, ao realizar abordagens regulares, os agentes podem ser surpreendidos pelo cometimento de crimes em flagrante delito, como o porte de entorpecentes e de armas de fogo, completou Medeiros.
O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) votou contra o projeto e criticou a medida. Na visão de Buarque, uma pessoa armada está mais sujeita à violência do que uma desarmada.
Eu não acredito que a
solução para a violência seja armar mais as pessoas. E, se vamos falar dos
riscos, por que não armarmos os motoristas de táxi, que, neste País, sofrem
todos os dias o risco? E o número de mortos motoristas de táxi, vítimas de
tiros, é muito grande. Por que não armarmos os motoristas de caminhão, que são
assaltados e assassinados nas estradas? E aí a gente chega e pergunta: por que
não armarmos todos para poder enfrentar a violência? Por que não se dá o
direito de que todo mundo tenha arma? Eu acho isso uma insanidade, e isso é
aumentar a violência., declarou.




