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Política

Temer deve convidar líder tucano na Câmara para assumir lugar de Geddel

Antônio Imbassahy (BA) deve assumir o comando da Secretaria de Governo, em uma tentativa de Michel Temer de dar mais espaço ao PSDB no núcleo de decisões do Planalto.

G1

08 de Dezembro de 2016 - 17:00

O presidente Michel Temer decidiu convidar o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), para assumir o comando da Secretaria de Governo do Palácio do Planalto, responsável pela articulação entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional.

Caso o líder tucano aceite o convite, que deve ser feito oficialmente na próxima segunda-feira (12), ele assumirá o posto deixado por Geddel Vieira Lima, que deixou a pasta após ser acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado para liberar uma obra no centro histórico de Salvador.

O nome de Imbassahy foi articulado e definido pela cúpula do PSDB. Ele conta com o apoio do presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), do ministro das Relações Exteriores, José Serra, e do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

O PSDB tem cobrado mais espaço no governo Temer e, em algumas ocasiões, chegou a criticar algumas medidas tomadas pelo Planalto, especialmente na área econômica.

Com a decisão de nomear um tucano para um ministério no Palácio do Planalto, Temer espera fortalecer o PSDB e colocar o partido no núcleo de decisões do governo. A nomeação de Imbassahy deve sair nos próximos dias.

Ministério mais forte

Após ter decidido nomear o deputado para a pasta, Temer estuda promover algumas mudanças na Secretaria de Governo, que deve acumular mais atribuições.

Além de cuidar da articulação com os parlamentares, a Secretaria de Governo, que passaria a se chamar Secretaria de Governo e Assuntos Federativos, também cuidaria da interlocução com governadores, especialmente de assuntos relacionados às dívidas estaduais com a União. Imbassahy deverá cuidar ainda da interlocução com movimentos sociais.

Caso decida promover as alterações, Michel Temer deve enviar nos próximos dias ao Congresso uma Medida Provisória (MP) estabelecendo as novas atribuições da secretaria.