Política
Temer "inventou doença" da corrupção para anestesiar povo, diz Lula no Rio
Folhapress
09 de Dezembro de 2017 - 09:00
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou, na noite de sexta-feira (8), sua caravana pelos Estados do Espírito Santo e do Rio com duros ataques à Lava Jato e ao presidente Michel Temer.
Para uma plateia de estudantes que lotaram a concha
acústica da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), com 2.000 assentos,
Lula se comparou ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, que foi acusado de ter
um apartamento na avenida Vieira Souto, no bairro carioca de Ipanema -o imóvel
nunca foi localizado.
Tanto à noite como pela manhã, Lula afirmou que "estamos
entorpecidos", sem reação à reforma trabalhista implementada pelo governo
Temer.
Para aplicar essa anestesia, afirmou Lula, "inventaram uma doença", a
corrupção.
Aos estudantes, ele disse também que os delatores da Lava Jato têm vida
nababesca. Após perguntar por onde estariam os delatores, Lula acrescentou:
"Estão com vida de nababo, comemorando, fumando charuto cubano, tomando
conhaque. Sabe quem está fodido? O povo trabalhador", disse.
No encerramento, o petista afirmou ainda que Temer é um instrumento do capital
financeiro, sendo capaz de fazer aquilo que FHC prometeu, mas "não teve
coragem de fazer": acabar com a CLT.
Na viagem ao Rio, ele aproveitou também para dar um empurrão em seus dois
candidatos no Estado: o ex-ministro Celso Amorim, para o governo, e o líder do
PT no Senado, Lindbergh Farias (reeleição).
Apontado como um possível plano B petista caso Lula seja impedido de disputar,
o ex-prefeito Fernando Haddad participou dos atos com estudantes.
Nos discursos, Lula avisou: "Eu voltei à ativa".




