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Política

TRE-MS aposta em denúncias pela internet e promete rigor nas eleições

O desembargador lembrou que os candidatos devem analisar as punições que ocorreram no último pleito, para não cometerem os mesmos erros de outros.

Campo Grande News

21 de Julho de 2014 - 15:10

O desembargador João Maria Lós, vice-presidente e corregedor eleitoral do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), afirmou que a instituição promete fazer uma fiscalização rigorosa nesta eleição e aposta na internet para receber denúncias da população. O objetivo é combater de forma intensiva as irregularidades e crimes cometidos pelos candidatos durante a campanha.

 “A nossa fiscalização será forte, igual a da última eleição, mas com este diferencial, que será a denúncia pela internet. Quem presenciar um crime eleitoral vai enviar esta informação para nós, que será repassado imediatamente aos cartórios eleitorais da cidade, para que sejam tomadas as devidas providências”, ressaltou ele.

O desembargador lembrou que os candidatos devem analisar as punições que ocorreram no último pleito, para não cometerem os mesmos erros de outros. “Nós podemos ver vários prefeitos eleitos que depois foram cassados por cometerem irregularidades na campanha, que isto sirva de exemplo para que os postulantes ao cargo, não utilizem os mesmos artifícios”.

O TRE-MS registrou inúmeros erros cometidos na última campanha, como compra de votos, propaganda fora do tempo e irregular, além de outras práticas que são proibidas pela legislação eleitoral. “Temos uma estrutura dinâmica montada para combater as ações contra a lei vigente, estamos preparados para esta missão”.

O corregedor no entanto acredita que com a evolução tanto da fiscalização, como das campanhas eleitorais, os candidatos estejam informados sobre todas as regras, para não serem surpreendidos quando vierem punições. “Existe um trabalho rigoroso e severo, que se o candidato não cumprir (regras) pode resultar em cassação”.

Ação – O Tribunal já proferiu decisões sobre propagandas negativas a candidatos ao governo, assim como eventuais favorecimentos de empresas e meio de comunicação. Na internet, também já foi determinado a retirada de páginas das redes sociais que tinham a intenção de “denegrir” a imagem de candidatos em Mato Grosso do Sul.