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Política

Vereadores apontam retrocesso na educação mesmo com economia de R$ 2 milhões com fim de apostilas

O cenário da educação para 2018 não é dos mais alentadores, a julgar, segundo os vereadores, pela decisão do prefeito Marcelo Ascoli de fechar uma creche (o CMEI Prefeito Criança)

Flávio Paes/Região News

17 de Dezembro de 2017 - 20:35

Para o setor educacional o primeiro ano da gestão do prefeito Marcelo Ascoli, eleito com o slogan da renovação, foi de retrocesso, com corte de direitos dos professores; fechamento de salas de aulas e demissões como medida de economia, trazendo de volta as turmas multisseriadas, modelo em que turmas de anos diferentes ficam reunidas numa sala sob regência de apenas um professor.

“A única renovação que constatamos até agora foi a do retrocesso”, pontua o vereador Waldemar Acosta ao lembrar que o Executivo teve uma folga de caixa de aproximadamente R$ 2,2 milhões nos investimentos no setor, já que em 2017, houve o cancelamento do sistema Positivo de apostilas (orçado em R$ 2 milhões), não forneceu uniforme (ao custo médio de R$ 180 mil), nem o kit escolar.

“Esta economia não foi revertida em melhorias salariais para o professor, nem traduzida em investimento na reforma das escolas ou construção de novas salas de aula”, lembra o vereador Carlos Henrique. “Esta gestão acabou com o sistema de apostila, mas não colocou nada em seu lugar. Os alunos não receberam um apontador, uma borracha, sequer”, lembra.

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Carlos Henrique diz que tem recebido denúncias que sugerem despesas estranhas no setor educação. “Achei curioso, por exemplo, que a Prefeitura teria usado R$ 280 mil do recurso da educação para pagar serviço de lanternagem. Se fosse com mecânico até teria uma explicação plausível, afinal não é barato o concerto de um ônibus do transporte escolar”.

O cenário da educação para 2018 não é dos mais alentadores, a julgar, segundo os vereadores, pela decisão do prefeito Marcelo Ascoli de fechar uma creche (o CMEI Prefeito Criança), que atendia 164 crianças, forçando o remanejamento delas para a unidade Inês Nunes (disponibilizando 90 vagas), que transferirá seus alunos para o novo CMEI Altos da Figueira, prédio pronto há mais de um ano, mas mantido fechado. Tudo por medida de economia, para não ter que contratar novos funcionários e deixar de pagar R$ 3.700,00 de aluguel do prédio onde a Prefeito Criança funcionava. “É um tipo de economia sem sentido, afinal, há uma fila de pelo menos 180 crianças a espera de vaga na educação infantil”, alerta o vereador Waldemar Acosta.