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Política

Vereadores cassados por compra de votos poderão cassar o mandato de Bernal

O presidente da Câmara Municipal, vereador Mario Cesar (PMDB), o primeiro a ser cassado pela juíza Elisabeth Baisch, só votaria em caso de empate.

Correio do Estado

27 de Agosto de 2013 - 10:56

Os cinco vereadores cassados pela juíza Elizabeth Rosa Baisch, da 36ª Zona Eleitoral, em Campo Grande, por compra de votos, poderão decidir, por ironia do destino, pela cassação do mandato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Isto se, até o julgamento político do prefeito, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não decidir pelo afastamento definitivo dos vereadores.

Por enquanto, eles estão exercendo o mandato por força de liminar concedida pelo tribunal até o julgamento do mérito dos recursos, conforme matéria de hoje (27) do jornal Correio do Estado. A exceção é de Alceu Bueno (PSL) que ainda aguarda liminar para permanecer no Legislativo.

De todos os cassados, Thais Helena (PT) encontra-se licenciada para ocupar o cargo de secretária municipal de Assistência Social. Em seu lugar na Câmara, está Marcos Alex (PT) que recebeu a dura missão de ser o líder do prefeito. Portanto, é um voto certo contra a abertura de processo de cassação de Bernal. Outro cassado, Alceu Bueno é um novo parceiro do prefeito.

A posição dele contraria a posição do seu colega de bancada, Elizeu Dionizio, que na relatoria da CPI do Calote poderá ser o responsável pela recomendação da instauração de Comissão Processante para julgar Bernal por crime de responsabilidade. Nos últimos embates no plenário, Bueno tem votado contra Elizeu.

O vereador Paulo Pedra (PDT), cassado duas vezes pela juíza Elisabeth Baisch, nunca escondeu o desejo de se aliar ao prefeito. Hoje, Pedra diz não estar na base aliada do prefeito e anunciou sua disposição de votar pela cassação se houver comprovação de irregularidades nos contratos milionários da prefeitura com empresas, inclusive, as de fachada.

Outro cassado que pode votar pela cassação é o vereador Delei Pinheiro (PSD). Delei vai depender do conteúdo do relatório da CPI do Calote e, sobretudo, do parecer da Comissão Processante para apoiar a decretação da cassação do mandato do prefeito. O presidente da Câmara Municipal, vereador Mario Cesar (PMDB), o primeiro a ser cassado pela juíza Elisabeth Baisch, só votaria em caso de empate.